jan
09
Meninës, como dissemos, não vamos parar! Eu amei essas dicas da Helena! Ri muito e me deu vontade de conhecer Salvador!
Então aqui vai mais uma dica de viagem. Vamos aproveitar esse verão!
Pontuação atualizada aqui!
Por Helena Martinelli
Breve guia de sobrevivência em solo soteropolitano segundo uma GWS nativa.
1. O calor não é o seu pior inimigo.
Sim, o calor é infernal. Mas existe
um outro aspecto da natureza muito mais perigoso e mortífero do que ele: a umidade. Logo que sair do avião, você sentirá um bafo de ar quente e cheio de vapor d’água pronto para auxiliar os microorganismos que moram na sua pele a formar colônias e armar seus cabelos. Nesse momento, você vai se dar conta de que não existe pele ou cabelo ruim, existe clima ruim. Para combatê-lo sem perder a elegância, turbine sua necessaire com um bom sabonete para o rosto (recomendo Dermotivin e Clinique sempre) e, caso já tenha a pele com tendência à oleosidade, um bom matificante com fator de proteção solar (Mary Kay e Clinique são boas opções). Para amansar de verdade os cabelos, o único jeito é não dar chance à natureza e apelar para o ar nada úmido do secador… Mas, francamente, menines, secar o cabelo nas férias em plena praia não dá, néam? Trancinhas, rabos de cavalo, e coques despretensiosos são muito mais simples, charmosos e adequados para o lazer diurno tropical. Minha sugestão é: abusem dos penteados e economizem na escova.
2. Parecer turista em uma cidade turística não é algo inteligente.
Também adoro Yves-Saint Laurent e acho charmosíssimo o look Safari que ele propôs. Porém, contudo, entretanto, todavia, esse é o tipo de visual que dá mais certo em Hollywood e na Vogue do que em Salvador. Isso porque roupas cáqui, chapéus e mochilas imensas aumentam em 500% a chance de assédio por vendedores ambulantes, baianas fake que distribuem fitinhas do Bonfim, garota(os) de programa e ladrões. Se você tiver pele e/ou cabelo claros, essas chances já são altas o suficiente, principalmente em lugares como o Pelourinho e o Mercado Modelo. O melhor é tentar se misturar com a população e preferir roupas leves e coloridas. Bermuda jeans, camiseta e sandálias havaianas são atemporais por aqui.
3. Cidade luuuuuuuz
Não, Salvador não é Paris, mas é clara que só ela. Isso provavelmente comprometerá seu disfarce de não-turista, mas leve na mala alguns pares de óculos escuros. Sair com a pupila nua é dor de cabeça garantida até pra mim que vivo aqui há 25 anos.
4. Não tem nada de errado com você. As pessoas é que são assim mesmo.
Se a cada passo que você der na rua, ouvir uma cantada, com direito a porteiros mandando beijos pelo interfone, não precisa estranhar. Sem querer desmerecer seu poder de sedução, é meu dever alertá-la para o fato de que o homem médio soteropolitano é sociopata, tarado, depravado e tem como hobby inventar cantadas sem noção para recitar quando qualquer coisa que aparente ser do sexo feminino passar por ele. No mais, vale dizer que, para a população em geral, se você está na rua, é para conversar. Não é incomum alguém que você nunca viu mais gordo puxar conversa em qualquer hora e lugar e, caso você ignore, puxar conversa com outra pessoa para reclamar da sua atitude.
5. A culinária é divina, mas pode ser diabólica.
Os principais ingredientes da comida baiana são o azeite de dendê e milhares de especiarias como pimenta, cominho, castanhas, feijão etc. São pratos muito delicados e tem que ser bem feitos – se o cozinheiro exagerar em um ponto, seu intestino pode pagar o preço. Por isso, na hora de conhecer as iguarias locais, prefira restaurantes respeitados (os melhores são o Yemanjá e o Tempero da Dadá, nessa ordem). Se for experimentar acarajé, lembre-se que as baianas de verdade trabalham das 17hs às 21hs aproximadamente. Pra não errar, o melhor é ir ao Largo das Baianas, no Rio Vermelho, tomar uma cerveja gelada com todos os universitários de Salvador e escolher entre as duas melhores: Regina e Cira. Não caia na besteira de comer o acarajé da Dinha – já foi um grande acarajé, hoje é uma boa maneira de lesar turistas.
6. Não dá para saber seu Orixá apenas pela cor da sua aura.
Se alguém se proclamar pai ou mãe de santo e te abordar para dizer que tem certeza que você é de Oxum e te fizeram uma macumba, diga que e evangélico e encerre o assunto. O candomblé é uma religião secreta e as chances de um pai ou mão de santo de verdade te abordarem e falarem esse tipo de coisa é nula. Se você quer descobrir seu Orixá, vai ter que se esforçar muito para conseguir hora com um sacerdote sério e esperar algum tempo enquanto ele lê os búzios (porque essa é a única maneira).
7. E o baianês?
Sim, temos uma língua alternativa, muito parecida com o português e diferente do sotaque ridículo das novelas nordestinas da Globo. Falamos de forma anasalada e firme, como Ivete Sangalo e Raul Seixas, e usamos expressões de significado pouco óbvio como “se pique” (sai daqui, vá embora), “barril” (inconveniente), “de com força” (muito, bastante). Temos, ainda, mentes perturbadas que pensam em sexo 24 horas por dia e estão sempre atentas para qualquer interpretação maléfica de tudo o que é dito. Diante da constatação de provável duplo sentido, utilizamos, entusiasmados, a expressão “lá ele”. Exemplo fictício:
Baiano 1 – Pegue aqui pra mim.
Baiano 2 – Lá ele!
Discussão: “pegue aqui” é muito inespecífico, podendo ser interpretado como “pegue aqui no meu pênis”. O “lá ele” é uma forma de garantir que, caso a interpretação seja mesmo essa, a interação sexual entre as partes não ocorrerá.
Exemplo real ocorrido ontem à noite:
Amigo do meu macho – Estou lendo um livro excelente, mas infelizmente o livro o meio laêlístico.
Meu macho – Qual?
Amigo do meu macho – “A cabeça de Steve Jobs”.
Meu macho – Lá ele!!!!!
Amigo do meu macho – Eu disse…
Discussão: A palavra cabeça, no imaginário local, está fortemente associada à anatomia genital masculina. “Cabeça” é sinônimo de glande, por isso o alerta do amigo e a expressão indignada do meu macho.
8. Se os gatos são pardos de dia, imaginem de noite.
Soteropolitanos não têm tantas baladas-buatchi quanto os paulistanos, com exceção da viadagem que, á noite, se concentra na Barra. Aqui, prefere-se estender o happy hour e tomar cerveja com os amigos até o bar fechar. Daí, segue-se para um muquifo tradicional no Rio Vermelho, o Mercado do Peixe (que é um mercado de peixe mesmo), onde os mais corajosos comem coisas bizarras e bebem até o coma. Quando querem beijar na boca, os baianos em geral apelam para as festas de camisa, ou grandes shows de axé. Os roqueiros, ao contrário do que se pode pensar, são uma legião imensa e gostam de se reunir em uma soparia onde rolam shows (sic), o Nhô Caldos. Os mudernus se pegam em festas itinerantes como a Nave e podem ser vistos durante o dia em ambientes como a Sala de Arte, rede de cinema que só exibe filmes tão alternativos quanto seu freqüentadores.
9. Mas e as praias?
Sou a pior pessoa para dar pitaco porque odeeeeeeeio… odeio calor, odeio gente, odeio areia. Mas, enfim, se é pra escolher, fico com a Praia do Forte que fica fora da cidade e abriga o Projeto Tamar que defende as tartarugas marinhas da humanidade cruel e tem souvenirs lindos. Mas não dá pra vir a Salvador sem pelo menos dar um pulinho no Porto da Barra, uma praia de águas tranqüilas, temperatura amena e todo tipo de criatura espalhada pelas alheias. Passe lá nem que seja para rir das figuras (mas nunca no Domingo).
10. Para inglês ver.
No quesito programa para turista, eu recomendo uma visita rapidíssima ao Pelourinho só para não dizer que não foi (lá estão os ateliês de Goya e Márcia Ganem pra quem quiser conferir a moda local), tomar um delicioso sorvete de coco verde na Ribeira, assistir pelo menos uma vez o pôr do Sol na Barra (Porto, Farol ou Cristo, pode escolher), dar um passeio no Solar do Unhão e aproveitar a vista da Avenida Contorno (minha preferida), um passeio a pé pela Vitória, e um acarajé no final da tarde como todo bom baiano. Se quer comprar lembrancinhas típicas, tente o Mercado Modelo, mas saiba que você vai sofrer com a quantidade de gente te enchendo o saco e tentando te vender porcaria. Para quem procura artesanato de qualidade (e maior preço), o melhor lugar é o Instituto Mauá.
Revisão e arte: Marie V.
jan
09
Meninas,
Como muitas de vocês já sabem, mesmo com tanto sucesso (e muitos pulinhos de alegria!), o nosso site ainda está enfrentando alguns problemas de navegação. Todas as nossas GWS queridas vem nos alertando sobre erros ao abrir as galerias de fotos e principalmente, dificuldades em acessar o blog. Por conta disso, viemos aqui dividir com vocês as razões dessas falhas e agradecer pela paciência de sempre.
Nosso site foi todo desenvolvido por um programador que vinha fazendo um trabalho super bacana com a gente. Porém, desde que colocamos a GWSmag no ar, ele vem nos deixando cada vez mais na mão. Depois de algum tempo tentando reestabelecer contato com ele e voltar a trabalhar juntos como antes, resolvemos desistir. Buscar um novo programador não é tarefa fácil, tem que ser alguém de confiança e que consiga pegar o bonde andando sem deixar nenhum erro pendente por aqui.
Atualmente todas as nossas forças estão sendo concentradas em deixar a GWS funcionando perfeitamente para que todas as fotos, matérias e participações em geral sejam visulizadas por qualquer pessoa e em qualquer navegador. Assim, todas nós vamos poder divulgar o site com orgulho.
E é por isso que as colaborações enviadas por vocês estão pendentes. Estamos segurando a onda para quando tiver tudo funcionando direitinho. A gente pede mil desculpas por isso e gostaríamos de agradecer demais pelo volume enorme de meninas interessadas em contribuir com a GWS de alguma forma. O espírito é esse mesmo, esse espaço é de todas nós!
Muito em breve já estaremos com todas as mudanças implantadas e aí só vai dar a GWS por aí! Por enquanto, continuem nos enviando idéias, sugestões, críticas e colaborações. Estamos respondendo os emails e desenvolvendo todo o conteúdo normalmente. Assim que estiver tudo certo vocês terão um bombardeio de coisas legais por aqui. Aguardem!
Muitos beijos a todas!
Texto e arte: Carol Guido
jan
09
Uma das coisas mais legais de ser uma GWS é a oportunidade de conhecer pessoas que você se identifica e com isso fazer amigos.
Como a gente conversa muito e se “conhece” muito, rola curiosidade e vontade de concretizar essa amizade que a gente cultiva dia-a-dia através do fórum. Por isso a gente marca encontros GWS!
Só esse mês rolaram dois encontros diferentes: um no Rio e outro em São Paulo. Pra ficar ligada sobre os encontros é só dar uma lida no fórum.
No Rio, fomos eu (Marie), Nuta, Carol e Manu (como sempre!), só faltou a Lua que sempre vai também e dessa vez a pessoa nova na roda era a Kenya que de quebra ela levou o namorado que é muito gente fina.
Os encontros são pra gente se conhecer pessoalmente, mas não tem nenhuma regra!! Então é ok levar “gente de fora”, hahahahahha. Aliás, quanto mais gente, melhor!
Nos encontramos no Outback (pra quem não sabe, um restaurante super aconchegante e com comida gostosa e gordurosa, rs) e logo quando sentamos a conversa começou e fluiu numa boa. Falamos de tudo, desde novelas e Big Brother até comportamentos e nossa adolescência.
Uma tarde mais que agradável!
Lá em São Paulo também rolou um encontrinho básico e as meninas falaram que foi super cool também! Elas se encontraram em um shopping e na hora de comer partiram pra um lugar vegan. Enquanto a gente se acabou aqui no Rio, hehehe!
Por lá dá pra notar pelos comentários que elas (Giuliana, Aline, Cynthia e Roxy) também se divertiram muito e também saíram com várias piadas internas. A gente do cigano Igor e lá do Alexandre Pires, hauahuahuahuah.
É isso aí, GWS way of life!
*Por Marie
V.














