31
mar
09
Escolhendo sua câmera


Por Carol Guido:

Quando comecei a fazer esse post não imaginava quanta coisa teria que explicar para quem quer fazer a melhor escolha na hora de comprar uma câmera fotográfica. À medida que fui escrevendo, percebi que o assunto abrange um milhão de vertentes, possibilidades, regras e quebra de regras. Resolvi destrinchar alguns tópicos e pular outros. Por isso, se surgirem dúvidas, é só perguntar através dos comentários. Lembrando que estou longe de ser fotógrafa, mas sei um pouquinho dessas coisas. Portanto, se falei alguma besteira, me corrijam. E se esqueci de mencionar algo importante, me avisem. Vamos lá!

Entender um pouco de foto[bb] é essencial para saber o que você está comprando. O bom equipamento é aquele que atende às suas necessidades próprias. Nas próximas linhas estão algumas explicações básicas para quem está perdidinho no mundo da fotografia, mas que sabe que não tem nada melhor do que sair clicando por aí.

Como é feita a foto?
A câmera tem uma espécie de “cortininha” que abre e fecha no momento do clique. Quando você bate a sua foto, a cortina abre deixando a luz passar pela lente e um conjunto de espelhos, que refletem no filme a imagem que está sendo clicada. A luz “imprime” no filme a sua foto. No caso da digital, o mecanismo é o mesmo. A diferença é que essa “impressão” vai para CCD.

Tempo de exposição
É o tempo que a “cortininha” fica aberta deixando a luz entrar. Imagens noturnas como a #1 são um bom exemplo pra entender o mecanismo. Enquanto a cortininha está aberta, os carros estão passando e as luzes dos faróis e afins estão entrando. Todo o movimento que é feito por elas está sendo captado, do início ao fim. Ao mesmo tempo, os letreiros que estão parados (Kong Fu Panda à esquerda e Levis à direita) e suas luzes também estão sendo capturadas, porém, sem movimento.
Fotos como a #2 também são feitas com longa exposição, ou seja, a cortina permaneceu aberta tempo suficiente para que, num ambiente totalmente escuro, eu conseguisse fazer o desenho de coração com uma lanterninha enquanto o CCD captava todo o movimento. Acho que no caso dessa foto, o tempo de exposição foi 15 seg (não lembro, mas algo em torno disso).
Para que imagens assim fiquem boas, é necessário um apoio ou um tripé. Nas mãos de uma pessoa, a foto ficaria tremida por que não dá para segurar a câmera imóvel por esse tempo todo, né? Normalmente uma pessoa não consegue segurar a câmera sem tremer em exposições mais longas que 1/60seg. Quanto maior for o tempo de exposição, mais longa é a incidência de luz na foto.

Também existem os casos de exposições rápidas. Um exemplo são os splashs como a foto #3. Imaginem em quantas frações de segundo acontece esse movimento. A cortina abre e fecha muito rápido. Não dá nem pra pensar e já foi! A mesma coisa acontece com fotos de corridas de carro, quando o automóvel passa a jato, mas fica congelado na foto. Enquanto o fundo sai borrado.Abertura do diafragma
Diafragma é o lugar por onde entra a luz na câmera. Ele pode estar muito ou pouco aberto, deixando entrar, conseqüentemente, muita ou pouca luz. Ele também controla a profundidade de campo da foto, que fica mais fácil de ser entendida vendo esses dois exemplos: foto #4 e #5. A primeira foto foi feita com uma câmera e lentes que me permitiam ter controle do diafragma, já a segunda foi feita com uma cybershot que não tem controle algum. Na primeira, se tem uma noção do que está em primeiro plano e o que está ao fundo. Na segunda, não. A foto está “chapada”. Isso é profundidade de campo. Quanto maior a abertura do diafragma da sua lente, mais profundidade é possível obter. Ao mesmo tempo em que, quanto maior a abertura, mais luz entra.

Sensibilidade
Nos tempos do filme fotográfico, existia o que era chamado de ASA* e que veio a se tornar ISO*, que é basicamente a sensibilidade que o filme ou o CCD tem em captar a luz. Quanto maior a sensibilidade, menos luz é necessária para fazer uma foto. Por exemplo, num dia de muito sol, claridade e céu aberto usamos ISO 100. Para um dia nublado, recomenda-se ISO 400. E assim vai… Qual a vantagem de ter uma câmera com muita sensibilidade? Em situações com pouca iluminação, em que você não pode deixar tempo de exposição muito longo; dá para colocar uma maior sensibilidade para ter um maior aproveitamento da pouca luz que está entrando. Porém, como nem tudo são flores, quanto maior o ISO, mais granulada fica a sua imagem. Em diversas situações o granulado dá um efeito lindo, em outras, pode estragar a foto (aí o melhor jeito é usar o flash).
*(American Standards Association) e (International Standards Organization).

Zoom
Capacidade da lente de se aproximar do objeto, usando um jogo de óptica, sem que você se mexa. Não leve em consideração o zoom digital. Ele nada mais é do que um corte na imagem já feita e ampliação na tela. O zoom óptico também interfere


Na hora de fotografar lembre-se que a combinação desses fatores são o que faz a sua imagem. Não dá para colocar o ISO nas alturas, abertura maior possível e tempo de exposição muito longo. Sua foto vai sair um brancão hehehe. Pense no resultado que quer obter e pondere. Quer profundidade de campo? Abertura do diafragma maior possível, tempo de exposição rápido (para compensar a luz que vai entrar pela abertura grande) e ISO de acordo com a quantidade de iluminação do ambiente.

Agora que você já sabe um pouco mais do que compõe uma foto, está na hora de entender no que essas informações podem te ajudar no momento da compra. Existem quatro vertentes básicas que devem ser pensadas por quem está na busca de uma câmera ideal: conveniência, controle criativo, resolução e custo. Primeiro, pense no que você quer fotografar e analise as possibilidades.


Seu motivo exige um equipamento pequeno, leve e de fácil mobilidade? Quer fazer fotos simples de aniversários ou do dia-a-dia com os amigos sem se preocupar com mil botões difíceis de mexer? Decida qual o nível de praticidade que você espera do seu equipamento.


Tá a fim de fazer umas fotos mais conceituais, explorando mecanismos diversos? Para quem quer se aprofundar na fotografia, leve em consideração que o fator mais importante que determina se uma foto é boa ou ruim, é quantidade de controle criativo que você foi capaz de exercer sobre ela. A maioria das câmeras faz tudo por você, basta apertar um botão. Mas, para resultados mais legais, a gente percebe a necessidade de fazer escolhas, como ajuste de zoom, foco, abertura, tempo de exposição e ISO, por exemplo.


Suas fotos serão guardadas em arquivo digital ou você pretende imprimi-las? Você pensa em fazer pôsteres grandões com as suas imagens? A capacidade de se reproduzir uma imagem em detalhes é chamada de resolução. Para ampliações e trabalhos mais profissionais a melhor saída é escolher um equipamento com maior resolução possível. Para quem pretende publicar suas fotos apenas na web ou fazer cópias em tamanho tradicional (10×15cm), 1MB já resolve o problema.


Quanto você está disposto a gastar com seu equipamento? Dessa questão não tem como fugir. Quanto mais completa for sua câmera, mais cara ela será. Pesquise bastante e fique de olho nas promoções para fazer um bom negócio e não se arrepender depois.

*Créditos das fotos:
#1 http://www.flickr.com/photos/rouleau
#2, #4 e #5 http://www.flickr.com/photos/carolguido
#3 http://www.flickr.com/photos/eldano

Tabela de Pontos



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30
mar
09
They just wanna have fun


Por Helena Martinelli

Meu padrinho – um coroa elegantérrimo – outro dia me confessou sua indignação por ter lido uma coluna no jornal “A Tarde” que descrevia o Wayfarer como um modelo que surgiu nos “breguíssimos anos 80″. Ele, que é dono de um way preto original (o meu é mais fake que o meu cabelo) e de uma memória invejável, lembrou de uma cena ícone: Audrey Hepburn descendo do táxi usando um vestido Givenchy e um wayfarer preto no início de Bonequinha de Luxo.

Eu até entendo que a criatura que escreveu essa bobagem desconheça esse clássico do cinema e da cultura pop, mas será possível que ela nunca tenha se deparado com uma foto[bb] de Bob Dylan, John Kennedy ou Buddy Holly usando esse modelo? E que tal uma pesquisa básica, wikipedia mesmo, antes de escrever sobre alguma coisa? Juro, não dói!

Enfim, mais do que a falta de informação da jornalista, o que me deu raiva foi a referência pouco respeitosa à década de 80. Eu nasci em 1983 e tive a oportunidade de viver pessoalmente esse tempo de gosto duvidoso. E, ao contrário do que todo mundo pode pensar, atesto: foi ó-ti-mo!

Pode parecer ridículo aos olhos descontextualizados de hoje, mas aquele era um momento de empoderamento, afirmação e auto-expressão. Vejam as ombreiras sem fim de Melanie Grift em Uma Secretária do Futuro, as customizações aberrantes da personagem principal de Pretty in Pink*, Michael Jackson pesando 40kg (25kg só das roupas) e gritando que era mal… Nem sempre era bonito, mas que era divertido, isso era.

Logo depois desse tempo de tudoaomesmotempoagora, vieram os anos 90 e seu minimalismo sóbrio. O guarda-roupa foi esterelizado das estampas, balangandãs e sobreposições para produzir o visual clean. Como efeito colateral, produziu-se a crítica generalizada e automática à década anterior.

Ao contrário dos meus contemporâneos, eu não tenho vergonha das minhas ombreiras, botas da xuxa, maxi-mangas bufantes e rabos-de-cavalo do lado da cabeça. Também não tenho saudades – até hoje, o hoje tem sido melhor. Tenho o orgulho de ter sido uma pessoa do meu tempo e de conservar essa característica. Talvez seja por isso que, ao contrário de muitos colegas de planeta, não guardo rancor dos anos 80s. Acho isso tão… 90s!

*Nunca me recuperei do fato dela não ter ficado com Duckie no final.

*Texto: Helena Martinelli, Arte: Marie

Obs¹: Eu concordo plenamente com essa matéria e digo mais: nós somos a última geração queteve infância! Com briquedos e bricadeiras de criança mesmo. Com contos e histórias bizarras, com criancices e não adultices!

Obs²: Eu que coloquei um pro Bob Dylan pq acho digno!

Marie

Programa de Pontos



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26
mar
09
Quero ser madame!


Por Beatriz Fregoneze:



Depois das últimas temporadas de moda do mundo todo, ouvi muita gente comentando sobre a tendência “Lady Like” das coleções que promete ser o novo Boho das it-girls. E dando uma olhada nas fotos de vários desfiles e nos looks das famosetes, acabei gostando muito do estilo e mesmo não sendo o meu preferido, acho tudo lindo, suuuper bonequinha de luxo! haha

Nas passarelas, cintura marcada, cores claras de tom pastel e muita feminilidade.


A grande vantagem desse estilo, é que ele é chic e clássico, portanto difícil de errar. Até a Jéssica Alba, que não é lá uma “trend setter” ficou linda com a saia lápis de cintura alta preta!


1- Acessórios finos: Anéis grandes, pérolas e muito dourado. Bem madame mesmo!

2- Óculos grande: Depois da febre do Wayfarer, bom mesmo é esconder o rosto pros paparazzis não te reconhecerem! hahahaha

3- Maquiagem natural: Como todo o resto, tem que ser clara e super básica.

4- Vestidos

5- Blussas com volumes e cheias de detalhes: ótima com peças de cintura alta.

6- Bolsa carteira: chic e prática.

7- Peep toe: Não tem calçado mais feminino né?

Mesmo quem não é madame, sabe que algumas ocasiões pedem algo mais chic, como colação de grau, entrevista de emprego, coqueteis e coisas assim. Espero que as dicas ajudem!!

*Programa de Pontos

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