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mar
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A nova promessa do folk, Eron Falbo!


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A gente aqui do GWS adora fazer “apostas”, já notaram? Sempre indicamos modelos, bandas novas que achamos que merecem estourar, fotógrafos… e aqui vai mais uma aposta nossa!

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Eron Falbo nasceu em Brasília, onde formou sua primeira banda, Os Julianos, conquistando sucesso local e fazendo shows em cruzeiros. Em 2008, com o fim da banda, Eron passou a se dedicar à sua carreira solo e fez até uma mini turnê pelos Estados Unidos em um festival de música[bb] folk.

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Agora ele está em Londres, produzindo seu primeiro álbum com ninguém menos que Bob Johnston (produtor de grandes nomes como Bob Dylan, Johnny Cash, Leonard Cohen…). O álbum está em fase de mixagem e ainda não tem previsão de lançamento.

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Além de músico, Eron também é escritor e começou a escrever seu primeiro romance, entitulado “Action: Sinistro”, onde conta um pouco da sua juventude em Brasília de forma divertida e envolvente (eu já tive a oportunidade de ler os primeiros capítulos!!). O livro também não tem previsão de lançamento.

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Fizemos uma mini entrevista com ele, confere:

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GWS: Hoje em dia, todo mundo que quer fazer música, monta uma banda. Por que você decidiu se dedicar à carreira solo?

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Eron Falbo: Porque com uma banda você tem que pegar senha e esperar na fila.  Sozinho você pode quebrar tudo.

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GWS: Que tipo de música você considera fazer, rock ou folk?

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EF: O Rock’n'Roll é uma alusão direta ao sexo. O folk é indireto. No fundo o que diferencia o que chamamos de gênero musical é o ritmo e a produção.  Eu mexo com vários ritmos.  Existe uma tocha que carregamos à frente, uma espécie de conselho de veto do conservadorismo, uma garantia da liberdade, isso se chama Rock, e eu participo.

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GWS: Suas influências musicais são claras, mas são todas antigas. Consegue citar alguém atual que te influencie? Você pretende ser a “salvação” do folk?

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EF: O disco do Little Joy é muito bom.  O primeiro disco dos Strokes é fantástico.  Franz Ferdinand tem uns hits inovadores.  ”Are You Gonna Be My Girl” do Jet, a versão do single (a que todos conhecemos) é um dos maiores hits de TODOS os tempos.  Arctic Monkeys é talvez a banda mais completa dos 00′s.  Gosto muito também de Rufus Wainwright, de Kings of Convenience…  Estamos vivendo em tempos dourados da música, é só saber procurar.  Eu não sou a salvação de nada, mas quero ser a salvação do meu cheque-especial.

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GWS: Como surgiu a oportunidade de trabalhar com um grande nome como Bob Johnston? Conta um pouco dessa experiência.

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EF: Eu quero contar algo novo pra vocês, porque vocês merecem algum insight único, algo que não se lê na wikipedia.  A oportunidade surgiu da clareza de minha determinação.  Eu só iria gravar minhas músicas se fosse com o Johnston, e então eu gravei com ele.  Os detalhes são irrelevantes. Caminhamos sobre espinhos tentando nos manter leves o bastante para não afundar.

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Veja o “Behind the Scenes” feito durante a gravação:

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GWS: Porque você decidiu ir trabalhar sua carreira em Londres? Acha que no Brasil não tem espaço pra sua música?

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EF: Se todas as ruas levam a Roma, todas as pontes-aéreas passam por Heathrow, o aeroporto de Londres.  Eu fui magnetizado por Londres pela história recente do mundo ocidental.  Como diz Sinatra sobre Nova Iorque: “If you can make it here, you’ll make it anywhere”. O Brasil tem espaço sim para minha música, mas por enquanto o portal do mundo é aqui.  Isso não significa que abandonei o Brasil, só vim pra frente da batalha e estou representando o Brasil sempre que posso, o Brasil e o Flamengo.

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GWS: O meio musical é super concorrido e vários fatores são determinantes para o sucesso. Você tem um “plano B”? O que você tem a dizer pra garotada que quer seguir esse caminho?

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EF: Eu não acredito muito em “planos B”.  Acredito que conseguimos tudo que queremos e o que desmotiva a maioria das pessoas é que nunca conseguimos exatamente quando queremos.  Se o plano B for uma forma diferente de atingir a vontade A tudo bem, mas fingir que é possível ser feliz sem seguir os próprios sonhos é preguiça.  Eu sou um péssimo exemplo para os jovens.  Mas se quiserem ser como eu, roube todos os bancos que conseguir e diga ao juiz que eu disse que estava tudo bem.

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GWS: Conta pra gente um pouco do “Action: Sinistro”. Porque esse título? Quais são suas influências literárias?

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EF: Meu primeiro romance é um desabafo como a obra de qualquer artista.  É minha primeira obra literária de longa extensão.  Por isso eu experimentei à vontade.  O título eu ainda não entendi muito bem, mas parece um título de filme de ação barra-pesada com péssimos diálogos.  É um pouco cínico.  Minhas influências são muitas.  Pra esse estilo que utilizei, acredito que tem a ver com o método “Gonzo Journalism”, de escrever sobre fatos reais e o jornalista ser um personagem principal por viver as experiências que ele descreve.  Aí é tipo Jack Kerouac ou Hunter S. Thompson.  O meu é ficção e é sobre Brasilia, que é fictícia de qualquer jeito.  Imagine Odisseu viajando pelo Eixão.

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GWS: Você começou a escrever esse romance há mais de um ano. Quando pretende publicá-lo?

EF: Estou esperando o lançamento do disco.  Os jovens gostam mais de música do que de livros.  Meu livro vai surfar na fama do meu disco, eu espero.

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GWS: O que você acha da moda e qual a sua relação com ela? Como você define seu estilo?Espaço

EF: “Ah Cozzela, eu acho que a moda já tá fora de moda, né!” – Ronnie Von

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A moda é a vaidade que une a sociedade.  Sem ela não teríamos nada em comum a não ser as nossas fantasias individualistas.  Uma nação é um grupo de pessoas que adotou modas parecidas.  Eu acredito num mundo globalizado.  Mesmo assim a evolução é garantida pelo diferente, a criação de novas tendências, a reinterpretação de antigas.  Quem fala que não gosta da moda, só tem preguiça de aprender o que a moda é.

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A minha moda pessoal é regida por um idealismo romântico, mas ao mesmo tempo com um humor cínico.  A decadência elegante, a audácia irreverente da auto-crítica espelhando a sociedade sem sair dela, algo assim.  Isso quando estou com vontade de brincar, senão visto a primeira coisa que vejo.  Por isso sempre mantenho meu guarda-roupas atualizado, para que qualquer coisa seja uma coisa boa.

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GWS: O que acha da cena musical brasiliense de hoje? Tem alguma banda que merece destaque?

EF: Brasilia é líder musical no Brasil, qualquer um sabe disso.  As melhores bandas do momento em Brasilia são The Pro e Watson.  Quem ouvir por último é a mulher do padre.

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E agora, nossa rapidinha de sempre!

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- Ídolo?

Diógenes de SínopeEspaço

- Filme de faroeste favorito?

3:10 to Yuma. Desculpe, Sergio Leone.Espaço

- Fama?

Desde que não seja temporária.Espaço

- Lugar?

Com a companhia certa vou até pra São Paulo.Espaço

- Escritor?

To numas de Gabriele d’Annunzio.

Gostaram? Eu morri de rir!

Conheçam o trabalho dele:

- My Space

- Eronfalbo.com

- You Tube

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1 Comentário em “A nova promessa do folk, Eron Falbo!”











Carol
17/03/2010

adoro folk! vou ouvir!

bjo, girlss