comportamento


Existem algumas estratégias muito populares entre filhos na eterna disputa entre suas vontades e os limites impostos pelos pais. Quem nunca se utilizou da milenar arte de fazer manha, fez um pouco de chantagem emocional ou trocou bom comportamento por um aumento de mesada? Nesse especial em quatro artigos, nós da GWS Mag vamos sugerir algumas maneiras diferentes de agir para conseguir aumentar seu status na hierarquia familiar, criar um clima mais gostoso em casa, melhorar seu relacionamento com os genitores e, se tudo der certo, torná-los mais propensos a trocar os “não” pelos “sim”. Confira nossas dicas e aprenda a transformar a guerra numa harmoniosa relação diplomática!

#1 CONHEÇA O INIMIGO

Você pode até não acreditar, mas antes de você vir ao mundo, papai e mamãe tinham uma vida tão ou mais interessante do que a sua! Eles provavelmente enlouqueceram seus avós, mataram aula para ficar com os amigos, foram a shows antológicos e piriguetaram horrores. Mas você nunca ficará sabendo desse passado emocionante, a não ser, é claro, que tome uma atitude revolucionária e radical: pergunte! É provável que eles fujam da raia (principalmente se tiverem tocado um terror muito grande), ofereçam apenas respostas superficiais ou jurem ter vivido uma juventude santa. Nesse caso, não se intimide e parta para a espionagem: converse com seus tios e avós. Eles revelarão coisas que você jamais imaginaria! Além de te render boas risadas, fuçar um pouco do passado dos seus pais vai te ajudar a conhecê-los (e, por que não, admirá-los) e, em contrapartida, torná-los um pouquinho mais sensíveis aos seus desejos e necessidades (eles vão lembrar que a vida pré-adulta nem sempre é um mar de rosas).

#2: APRENDA A PENSAR COMO O INIMIGO

Existe uma velha estratégia de guerra que nos ensina que, para vencer, devemos aprender a pensar como o inimigo (alguém mais lembrou de Inglourious Basterds?). Já que estamos apostando em diplomacia para resolver os conflitos, o que faremos é nos colocar no lugar dos nossos pais e tentar entender por que eles agem da maneira que agem.

Comecemos imaginando como deve ser carregar na barriga por 10 meses (sim, são 10, mentiram pra gente esse tempo todo) uma criatura que rouba sua energia, deforma seu corpo, te enche de porrada e que, ainda assim, amamos loucamente. Agora imagine que esse treco nasceu e, nos próximos anos, precisaremos dedicar 24 horas dos nossos dias, 7 dias das nossas semanas, 4 semanas dos nossos meses e 12 meses dos nossos anos a ensinar a ele coisas que vão desde não comer o próprio cocô a resolver equações de segundo grau. Sabe aquele tempo que você costuma dedicar a ler o GWSmag, pintar as unhas, ligar pras amigas, tomar banho, tirar fotos, assistir Glee? Imagine que ele simplesmente desapareceu, pois toda a sua rotina agora consiste em nutrir e criar a tal criaturinha (que, pelo menos, é fofinha e demonstra te amar acima de tudo). Finalmente, imagine que depois de anos de árduo trabalho, esse serzinho cresceu, apareceu e desenvolveu a desagradável mania de não te obedecer em tudo, te achar uma véia páia e nem sequer anda mais de mãos dadas com você na rua!

Não dá pra negar que ser pai ou mãe deve ser muito difícil, né? Que tal tentar se lembrar disso da próxima vez que sentir vontade de soltar os cachorros pra cima de um deles? Levando em consideração essa história de muito amor e dedicação, fica mais fácil segurar a língua diante daquela vontade de dizer coisas que nos farão sentir arrependimento mais tarde.

E para aprender a lidar melhor com esses sentimentos tão fortes que seus pais tem por você, não deixe de aparecer na próxima semana para conferir a terceira e intrigante estratégia: DÊ A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR!


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