cinema

06
jan

Submarine conta a história de Oliver Tate, um garoto galês de 15 anos que tem uma mente bem particular. O filme fala sobre emoções, sentimentos e as dificuldades que temos em demonstrar e receber amor.

Na primeira cena, Oliver está sentado no seu quarto em uma análise introspectiva e existencial, sobre o sentimento da morte e a sua importância no mundo. Nessa primeira cena o filme me prendeu… E achei que dali sairia um filme filosófico e questionador através do mundo adolescente.

Mas o filme toma outro rumo e se torna um filme de adolescente para adolescentes, onde o garoto “estranho” se mostra um garoto mais do que normal desejando apenas uma namorada e a felicidade de seus pais.

Mas nada disso abala Submarine que dá um olhar diferente para esse universo, mostrando o amadurecimento dos personagens sem ser cliché como nas versões hollywoodianas.

Obviamente ele não vira um dos filmes da sua vida, mas é uma delícia de ver. Achei muito interessante a trilha sonora do filme ser a fita K7 (o filme se passa nos anos 80) que o pai de Oliver dá para ele de presente quando fica sabendo que ele está namorando. As músicas casam perfeitamente com os acontecimentos e com as cenas. Toda a trilha sonora do filme é do trabalho solo de Alex Turner, membro do Arctic Monkeys, que fez um bom trabalho.

Submarine vale muito por isso. Pela trilha sonora e pela fotografia maravilhosa do filme que brinca o tempo todo com os elementos que ligamos aos sentimentos, água e fogo. Aliás são nessas cenas em que os personagens interagem com esses elementos quase sempre sem nenhum diálogo, somente a trilha sonora é que conseguimos entender melhor a mensagem do filme.

Se vai passar a sexta à noite em casa, vale assistir.

cinema

20
dez

Enviado por: Lucas Landau

The Killing é o tipo de série que eu gosto. Sem atores famosos, sem grandes campanhas publicitárias, (praticamente) sem nome no Brasil e sem pretensão. Assim como Breaking Bad era no início, antes de se tornar o sucesso que é hoje, The Killing tende a seguir o mesmo rumo – inclusive pelas duas séries serem do mesmo canal a cabo, o AMC, que também é responsável por Walking Dead e Mad Men.

Inspirado no seriado dinamarquês Forbrydelsen, The Killing se passa em Seattle (mas é gravado em Vancouver) e começa com o assassinato da jovem Rosie Larsen, que é encontrada no carro de campanha de um candidato a prefeitura da cidade, e, a partir daí, a trama se desenrola (ou se enrola cada vez mais). E o legal é que não é só isso. Enquanto o crime vai sendo desvendado, outras histórias paralelas vão acontecendo.

A primeira temporada de The Killing estreou em abril de 2011 e teve 13 episódios. Após bater os números de Mad Men, com 2 milhões de espectadores por semana, a AMC confirmou a segunda temporada, para abril de 2012. E parece que os atores já estão gravando os novos 13 capítulos. Por falar neles, o elenco é excelente se tornou o diferencial da série.

Meireille Enos, a protagonista, é a detetive-sem-maquiagem-e-com-roupas-feias Sarah Linden, da polícia de Seattle. A americana de 36 anos não é conhecida do público por ser basicamente uma atriz de séries, tendo passado por Sex And The City e Law & Order. Sarah é uma policial fria, calma e praticamente sem emoção, mas mesmo assim a gente quer ficar amigo dela.

Joel Kinnaman, que interpreta Holder, o parceiro de Sarah, também não é conhecido. Bem humorado e sarcástico, o personagem dele traz uma comicidade à história, mesmo que bem de leve, enquanto o resto da drama é densa (e tensa!).

Conforme a série vai rolando, o crime vai se desvendando e novos personagens ganham destaque. Os pais de Rosie, muito bem interpretados por Brent Sexton e Michelle Forbes, crescem muito durante a série.

Aliás, se você googlou a Michelle e a reconheceu de algum lugar não é viagem sua. Ela fez a “bruxa” Maryann de True Blood, lembra? Aquela que fazia o olho das pessoas ficar preto! Dois trabalhos incríveis e bem diferentes da atriz.

The Killing tem uma fotografia muito bem feita. Com muita chuva, as cenas são frias, sem cores, meio esverdeadas, para dar bem a sensação de suspense. O grande mérito da producão é a fuga dos estereótipos. Não é como uma série policial comum, não é passada em Nova York ou Los Angeles e não tem uma policial gostosona. É uma “segunda opção” de tudo que nós vemos por aí.

Politicagem, safadeza, esperteza, imprevistos, coincidências… Tudo acontece durante a investigação de Sarah e Holder, para responder a grande pergunta de The Killing: quem matou Rosie Larsen? E nós, aqui do outro lado, não conseguimos parar de assistir, já que o final de cada episódio é sempre surpreendente.

cinema

26
out

Como todo munda sabe, dia 31 é Halloween. Uma oportunidade perfeita para o GWS “homenagear” nossas divas favoritas das trevas, falar com vocês sobre clássicos do cinema e TV e é claro, dar aquele help na hora de inspirar a fantasia.

Elvira

Esse é o nome da personagem principal do clássico filme trash dos anos 80 chamado “Elvira, a rainha das Trevas.” Interpretada pela atriz Cassandra Peterson, Elvira apesar de toda sua obscuridade e estranheza era uma mulher sexy, daquelas que os homens babavam e as mulheres invejavam. O que a gente mais curte na Elvira é que ela era estilosa e cheia de atitude. O figurino do filme que mais me marcou foi um vestido longo preto, com um decote V profundo, manga sino com um punhal usado como fecho do cinto. Já a cena, foi a famosa “dança da aranha” que também ficou conhecida como dança dos peitos. Quem nunca viu o filme, tem que ver. Aliás, tem que ver dublado, fica mil vezes melhor.

Mortícia Addams

Personagem da A Família Addams que, originalmente foi uma série de televisão, americana exibida entre 1964 e 1966, com base em personagens criados pelo escritor Charles Addams na década de 30. Agora, veja bem, como não amar Família Addams? Uma história sarcástica e que já naquele tempo (tanto em 1930 quando seus personagens foram criados e em 1964 na série) questionava o politicamente correto, os valores de certo e errado e os princípios familiares. A série fez tanto sucesso que virou filme na década de 90, entrando assim, oficialmente para a cultura pop. Mortícia é sem dúvidas meu personagem favorito da trama. Mesmo às avessas era uma super mãe, que ama sua família e manipulava Gomez, seu marido, como toda mulher sonha em fazer um dia. E como esquecer o vestido rabo de polvo? Lindo. Claro que a Mortícia que marcou minha vida foi a de 1991, Anjelica Huston, mas vale o google na original, Carolyn Jones porque ela era linda de viv… morrer!

Sukie

Nem só de divas de longos cabelos e vestidos negros vivem as trevas. Sukie, personagem de Michelle Pfeiffer no filme As Bruxas de Eastwick de 1987 é a prova disso. O filme tem mais duas bruxas divas no elenco, Jane (Susan Sarandon) e minha favorita (não posso negar), Alexandra (Cher). A história é sobre três amigas solteironas que dividem pensamentos sobre como seria o homem perfeito até o dia em que ele aparece, e junto, poderes mágicos que elas não sabiam que tinham. No começo do filme Sukie tem um visual super geek, com óculos de grau e roupas largas. Depois assume seu lado sexy e usa um longo vestido vermelho. O filme é uma delícia de ver porque mistura tudo: comédia, terror, aventura e suspense. E no final, da vontade de aprender a fazer vudu.

Lily Munster

Os Monstros” foi uma série de TV, também dos anos 60, criada ao mesmo tempo que a Família Addams e que também virou filme. De fato, a série/filme é muito parecida com Família Addams, mas “Os Monstros” tem um humor mais ingênuo e a família Munster tem visivelmente menos grana que a Addams. É divertido ver uma família nada convencional dando duro para sobreviver. Lily interpretada pela atriz Yvonne De Carlo, tem cabelos negros com mechas brancas, usa vestido longo branco vitoriano e um colar de morcego que eu simplesmente ADORO. A série é bem gostosa de ver e você acha fácil no youtube.

E então, qual look vocês escolhem pro Halloween?

 

 

 

 

cinema

04
out

Eu sou daquele tipo de pessoa que cisma com coisas, sabe? E no momento ando fissurada com três. Duas, eu não posso contar, porque (com fé) vai virar editorial, mas a terceira eu posso porque já até virou, o It Went…bananas. Bem, eu ando fissurada em gangues. Talvez seja porque todo o conceito de gangue combina muito com o meu signo.Virginianos tem tendências obscuras, mas são extremamente organizados. Well, uma gangue nada mais é que um grupo de criminosos que se juntam e praticam atos criminosos de forma organizada.

Além disso esses grupos costumam a criar regras de sobrevivência nas ruas, pactos com outras gangues (como respeitar território e até não usar as mesmas roupas) e criar seu próprio estilo de tatuagem e vocabulário. Um mundo dentro do mundo, uma sociedade paralela. De uma forma meio “torta” a estrutura das gangues são uma forma muito interessante de analisar a essência do ser humano e toda a estrutura da sociedade. São a prova viva de como precisamos viver em grupo, de regras, de se identificar e de um líder.

A origem das gangues é muito antiga… Existem registros de gangues na Londres vitoriana. Isso sem falar nas máfias chinesas e italianas. A primeira gangue de rua nos Estados Unidos, os 40 Ladrões, começou por volta de final dos anos 1820 em Nova Iorque.

O motivo inicial para se formar um grupo como esse era por convicções políticas, para defender território ou para ganhar dinheiro de forma ilegal. Mas com o tempo, a formação desses grupos também passou a ser por motivos mais superficiais, como música (caso dos mods x rockers nos anos 60) ou de território para pixadores (como em Nova Iorque nos anos 80.)

Esse universo inspira o mundo musical e cinematográfico faz tempo. Clipes como Bad de Michael Jackson, Judas da Lady Gaga ou até o mais recente, Our Deal do Best Coast são sobre o tema.

No cinema, o filme mais famoso talvez seja Laranja Mecânica e Gangues de Nova Iorque, mas um dos mais legais é um filme pouco conhecido por aqui, de 1979 chamado The Warriors.

A história é sobre a fulga de uma gangue de adolescentes de Nova Iorque chamada Warriors que é perseguida após ser acusada injustamente do assassinato do líder da maior gangue da cidade os Riffs. Falando da história assim, ela parece boba, mas é de fato, um universo paralelo criado para o filme, e você mergulha naquele universo, nas regras e fica curiosa para saber mais das outras gangues e até sobre os outros membros dos Warriors, já que dos 120 membros do grupo, a história fala apenas sobre 9 deles.

Fora que a estética do filme é IRADA (não existe outra palavra pra definir.) O filme ganhou remake em 2010 (não assista antes do original) e virou até vídeo game. Pra assistir DJÁ.

Se você curtiu o tema, clica em todos os links do post e divirta-se.

 

 

cinema e tv

24
ago

Heathers que em português virou “Atração Mortal” é um filme de 1988 que eu admito, parei pra assistir porque tem fama de cult. Fui lá ver sem esperar nada muito além de Mean Girls dos anos 80 (o que já valeria a pena) mas Heathers não poderia ter me surpreendido mais. É humor negro, inteligente, sexy e muito engraçado.

Tá, vamos começar pelo figurino? Terninhos com ombreiras super cool, conjuntinhos e o galã/ bad boy do filme Jason Dean (Christian Slater) em jeans, jaquetas de couro E cigarros.

Veronica (Winona Ryder) pertence ao grupo de patricinhas mais populares da escola, as Heathers (todas as integrantes se chamam Heather, menos,Veronica). É claro, as garotas são o cliché das populares das escolas americanas: metidas, malvadas, promíscuas e usam Veronica da forma que lhes convém. Até que Veronica cansada dessa situação, conhece J.D. e os dois começam a planejar uma vingança ao grupo Heathers. E aí que o filme fica realmente interessante e diferente de toda essa “classe” de filmes. Além do charme trash que carrega em todas as cenas, a ideia de “Atração mortal” é bastante interessante e inteligente. A trama brinca com a geração coca-cola e abusa da ironia para provar seu ponto de vista. What is your damage?

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