cinema
Faz tempo que a gente não compartilha aqui um filme que a gente curte, não é? Então, lá vai! A dica de hoje não é um filme para se levar a sério. Mas é perfeito para um fim de semana ou feriado preguiçoso, pra divertir e comer pipoca.
Cry Baby! O filme que em português ficou com o tosco título de “Quem não chora não… ama” foi um dos primeiros filmes de destaque de Johnny Depp, feito no mesmo ano aliás que o mega bem sucedido (e primeira parceria com Tim Burton) Edward Mãos-de-Tesoura.
A história se passa nos anos 50, em de Baltimore, Maryland. E mostra de uma forma exagerada, divertida e musical (o filme não chega ser um musical, mas tem vários momentos que a história é contada através de músicas) uma coisa que acontecia de fato naquele tempo. (só naquele tempo?) A divisão dos jovens tradicionais e os rebeldes. No filme eles são representados por dois grupos, ou duas gangues, os squares liderados por um garoto “coxinha” chamado Baldwin que são tradicionais, caretas e gostam (e cantam) baladas suaves e sentimentais, no estilo doo wop, populares entre as classes média e alta nos anos 40, começo dos anos 50. Enquanto os drapes, liderados por Wade “Cry-Baby” Walker (Johnny Depp) desafiavam a sociedade tradicional com seus cabelos, roupas e ouvindo música “negra” o R&B, começo do rock’n'roll.
Além da história leve, que retrata o começo do que viria ser o rockabilly, a trilha sonora é uma delícia e algumas músicas ficam na cabeça, como”King Cry-Baby”. E é claro, tem romance e obviamente no maior estilo Romeu e Julieta, já que os pombinhos são Allison uma “square” e Cry Baby, um “drape”.
Mas quem a gente adora mesmo nesse filme é Wanda, uma das “garotas de Cry Baby”. Ela é cheia de atitude, estilo e dona dos melhores quotes. Certeza que você vai terminar o filme querendo reproduzir o make e os cabelos de Wanda.
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Beijos, N.
cinema
Submarine conta a história de Oliver Tate, um garoto galês de 15 anos que tem uma mente bem particular. O filme fala sobre emoções, sentimentos e as dificuldades que temos em demonstrar e receber amor.
Na primeira cena, Oliver está sentado no seu quarto em uma análise introspectiva e existencial, sobre o sentimento da morte e a sua importância no mundo. Nessa primeira cena o filme me prendeu… E achei que dali sairia um filme filosófico e questionador através do mundo adolescente.
Mas o filme toma outro rumo e se torna um filme de adolescente para adolescentes, onde o garoto “estranho” se mostra um garoto mais do que normal desejando apenas uma namorada e a felicidade de seus pais.
Mas nada disso abala Submarine que dá um olhar diferente para esse universo, mostrando o amadurecimento dos personagens sem ser cliché como nas versões hollywoodianas.
Obviamente ele não vira um dos filmes da sua vida, mas é uma delícia de ver. Achei muito interessante a trilha sonora do filme ser a fita K7 (o filme se passa nos anos 80) que o pai de Oliver dá para ele de presente quando fica sabendo que ele está namorando. As músicas casam perfeitamente com os acontecimentos e com as cenas. Toda a trilha sonora do filme é do trabalho solo de Alex Turner, membro do Arctic Monkeys, que fez um bom trabalho.
Submarine vale muito por isso. Pela trilha sonora e pela fotografia maravilhosa do filme que brinca o tempo todo com os elementos que ligamos aos sentimentos, água e fogo. Aliás são nessas cenas em que os personagens interagem com esses elementos quase sempre sem nenhum diálogo, somente a trilha sonora é que conseguimos entender melhor a mensagem do filme.
Se vai passar a sexta à noite em casa, vale assistir.
cinema
Como todo munda sabe, dia 31 é Halloween. Uma oportunidade perfeita para o GWS “homenagear” nossas divas favoritas das trevas, falar com vocês sobre clássicos do cinema e TV e é claro, dar aquele help na hora de inspirar a fantasia.
- Elvira

Esse é o nome da personagem principal do clássico filme trash dos anos 80 chamado “Elvira, a rainha das Trevas.” Interpretada pela atriz Cassandra Peterson, Elvira apesar de toda sua obscuridade e estranheza era uma mulher sexy, daquelas que os homens babavam e as mulheres invejavam. O que a gente mais curte na Elvira é que ela era estilosa e cheia de atitude. O figurino do filme que mais me marcou foi um vestido longo preto, com um decote V profundo, manga sino com um punhal usado como fecho do cinto. Já a cena, foi a famosa “dança da aranha” que também ficou conhecida como dança dos peitos. Quem nunca viu o filme, tem que ver. Aliás, tem que ver dublado, fica mil vezes melhor.
- Mortícia Addams

Personagem da A Família Addams que, originalmente foi uma série de televisão, americana exibida entre 1964 e 1966, com base em personagens criados pelo escritor Charles Addams na década de 30. Agora, veja bem, como não amar Família Addams? Uma história sarcástica e que já naquele tempo (tanto em 1930 quando seus personagens foram criados e em 1964 na série) questionava o politicamente correto, os valores de certo e errado e os princípios familiares. A série fez tanto sucesso que virou filme na década de 90, entrando assim, oficialmente para a cultura pop. Mortícia é sem dúvidas meu personagem favorito da trama. Mesmo às avessas era uma super mãe, que ama sua família e manipulava Gomez, seu marido, como toda mulher sonha em fazer um dia. E como esquecer o vestido rabo de polvo? Lindo. Claro que a Mortícia que marcou minha vida foi a de 1991, Anjelica Huston, mas vale o google na original, Carolyn Jones porque ela era linda de viv… morrer!
- Sukie

Nem só de divas de longos cabelos e vestidos negros vivem as trevas. Sukie, personagem de Michelle Pfeiffer no filme As Bruxas de Eastwick de 1987 é a prova disso. O filme tem mais duas bruxas divas no elenco, Jane (Susan Sarandon) e minha favorita (não posso negar), Alexandra (Cher). A história é sobre três amigas solteironas que dividem pensamentos sobre como seria o homem perfeito até o dia em que ele aparece, e junto, poderes mágicos que elas não sabiam que tinham. No começo do filme Sukie tem um visual super geek, com óculos de grau e roupas largas. Depois assume seu lado sexy e usa um longo vestido vermelho. O filme é uma delícia de ver porque mistura tudo: comédia, terror, aventura e suspense. E no final, da vontade de aprender a fazer vudu.
- Lily Munster

“Os Monstros” foi uma série de TV, também dos anos 60, criada ao mesmo tempo que a Família Addams e que também virou filme. De fato, a série/filme é muito parecida com Família Addams, mas “Os Monstros” tem um humor mais ingênuo e a família Munster tem visivelmente menos grana que a Addams. É divertido ver uma família nada convencional dando duro para sobreviver. Lily interpretada pela atriz Yvonne De Carlo, tem cabelos negros com mechas brancas, usa vestido longo branco vitoriano e um colar de morcego que eu simplesmente ADORO. A série é bem gostosa de ver e você acha fácil no youtube.
E então, qual look vocês escolhem pro Halloween?
cinema
Eu sou daquele tipo de pessoa que cisma com coisas, sabe? E no momento ando fissurada com três. Duas, eu não posso contar, porque (com fé) vai virar editorial, mas a terceira eu posso porque já até virou, o It Went…bananas. Bem, eu ando fissurada em gangues. Talvez seja porque todo o conceito de gangue combina muito com o meu signo.Virginianos tem tendências obscuras, mas são extremamente organizados. Well, uma gangue nada mais é que um grupo de criminosos que se juntam e praticam atos criminosos de forma organizada.
Além disso esses grupos costumam a criar regras de sobrevivência nas ruas, pactos com outras gangues (como respeitar território e até não usar as mesmas roupas) e criar seu próprio estilo de tatuagem e vocabulário. Um mundo dentro do mundo, uma sociedade paralela. De uma forma meio “torta” a estrutura das gangues são uma forma muito interessante de analisar a essência do ser humano e toda a estrutura da sociedade. São a prova viva de como precisamos viver em grupo, de regras, de se identificar e de um líder.
A origem das gangues é muito antiga… Existem registros de gangues na Londres vitoriana. Isso sem falar nas máfias chinesas e italianas. A primeira gangue de rua nos Estados Unidos, os 40 Ladrões, começou por volta de final dos anos 1820 em Nova Iorque.
O motivo inicial para se formar um grupo como esse era por convicções políticas, para defender território ou para ganhar dinheiro de forma ilegal. Mas com o tempo, a formação desses grupos também passou a ser por motivos mais superficiais, como música (caso dos mods x rockers nos anos 60) ou de território para pixadores (como em Nova Iorque nos anos 80.)
Esse universo inspira o mundo musical e cinematográfico faz tempo. Clipes como Bad de Michael Jackson, Judas da Lady Gaga ou até o mais recente, Our Deal do Best Coast são sobre o tema.
No cinema, o filme mais famoso talvez seja Laranja Mecânica e Gangues de Nova Iorque, mas um dos mais legais é um filme pouco conhecido por aqui, de 1979 chamado The Warriors.
A história é sobre a fulga de uma gangue de adolescentes de Nova Iorque chamada Warriors que é perseguida após ser acusada injustamente do assassinato do líder da maior gangue da cidade os Riffs. Falando da história assim, ela parece boba, mas é de fato, um universo paralelo criado para o filme, e você mergulha naquele universo, nas regras e fica curiosa para saber mais das outras gangues e até sobre os outros membros dos Warriors, já que dos 120 membros do grupo, a história fala apenas sobre 9 deles.
Fora que a estética do filme é IRADA (não existe outra palavra pra definir.) O filme ganhou remake em 2010 (não assista antes do original) e virou até vídeo game. Pra assistir DJÁ.
Se você curtiu o tema, clica em todos os links do post e divirta-se.
cinema e tv
O filme de 1998 tem direção e papel principal de Vincent Gallo, um desses atores/diretores que são suas próprias musas. Ok, mas quem liga? Buffalo ‘66 é um filme romântico e (quase) sem clichés.
A história é sobre Billy Brown que saiu da prisão com uma incontrolável vontade de fazer xixi (sim, é isso mesmo). Introvertido e com cara de poucos amigos, não consegue encontrar um lugar razoável. Até que entra em uma academia de balé para tentar ir ao banheiro e lá ele encontra Layla (Christina Ricci), uma dançarina de sapateado. Se você acha que aí é o começo de uma história de amor…. Bem, na verdade Brown resolve sequestrá-la, com o propósito de apresentá-la aos pais como sua esposa em um jantar. Já que seus pais acreditam que ele mora em outra cidade por cinco anos (tempo que passou na prissão) e tem uma vida bem sucedida. O filme me chamou a atenção pelo roteiro sem firulas e discursos filosóficos. Uma história simples de pessoas diferentes, mas que poderiam ser reais. O filme não força uma mensagem social e nem precisa… O sofrimento nos olhos de Billy é visível e a empatia pelo ex-presidiário é inevitável.
Christina Ricci é uma das minhas musas eternas e uma das cenas mais lindas do filme (se não a mais) é quando ela dança sapateado sozinha em frente à pista de boliche. É romântico, é bruto, é forte, é leve… É tudo ao mesmo tempo. Vale assistir.






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