09
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Por Soraya
Esta é a foto
que ilustra perfeitamente o que foi o Oscar deste ano: Guerra Ao Terror x Avatar. Concorrentes diretos nas mais importantes categorias, os dois filmes foram, com certeza, o destque da noite ou pelas vitórias, ou pela derrota.

Apesar de muito elogiados, os dois filmes também foram muito criticados: o valor gasto por Avatar, a historia ser um saco, por Guerra Ao Terror ter roteiro sem sal e fazer uma grande apologia à Guerra ao Iraque… enfim, muitos com certeza pensaram que dentre os 10 filmes indicados, outros mereciam bem mais atenção do que apenas os dois. Mas, o que tornou os dois filmes tão grandes e polêmicos não foram eles em si, mas toda a história e bafafá por trás.


Avatar, o filme mais lucrativo de todos os tempos, o filme mais caro de todos os tempos, o mais inovador de todos os tempos. Guerra Ao Terror, um filme cujo lema é “A guerra vicia”, de orçamento baixíssimo e com uma diretora (ex do diretor de Avatar) no comando. A disputa terminou em 6×3 pra Guerra Ao Terror, deixando Avatar apenas com os prêmios técnicos.

O Oscar deste ano teve duas boas surpresas na minha opinião. Enquanto todos apostavam em Amor Sem Escalas para vencedor de Melhor Roteiro Adaptado, a estatueta ficou com o roteirista do filme Preciosa, que diga-se de passagem, merecia ganhar muito mais do que dois prêmios, pois é agonizante e brilhante ao mesmo tempo.

O favoritismo para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de A Fita Branca não deu em nada e enquanto muitos acreditavam que Ajami, o argentino “O Segredo De Seus Olhos” foi o surpreendente vencedor. Uma surpresa merecida, pois o filme é digníssimo dessa estatueta. O prêmio de Melhor Roteiro Original, também ficou com Guerra Ao Terror.

Entre melhores atores e atrizes, principais e coadjuvantes, a surpresa não foi nenhuma. O novato Christoph Waltz ganhou Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação incrível em Bastardos Inglórios, e não poderia ter sido diferente, quem viu o filme deve concordar que não teria a menor graça sem ele. A comediante Mo’Nique levou o prêmio de Melhor Atriz coadjuvante por sua atuação hiper dramática em Preciosa. Outro prêmio mais do que merecido, ainda não consigo acreditar como ela conseguiu incorporar tão bem o papel no filme.

Em Melhor Ator, Jeff Bridges levou por seu papel de cantor country decandente em “Coração Louco”, merecido não pela atuação no filme, mas por outras inúmeras atuações melhores do ator em outros filmes. O mesmo aconteceu com Sandra Bullock, vencedora de Melhor Atriz, com um dos discursos mais emocionantes da noite, parecia não acreditar que havia desbancado a iniciante (e incrível) Gaboury Sidibe de Preciosa.

Os principais prêmios da noite, Melhor Diretor e Melhor Filme, ficaram com Guerra Ao Terror; o que na minha opinião foi super previsível. Avatar não tinha a menor chance, além de filmes como ele não serem premiados quase nunca, a politicagem e preferência por filmes mais “cults” sempre prevalece no Oscar. Apesar de eu particularmente achar que Avatar não precisou de um Oscar pra marcar seu lugar em Hollywood, enquanto que Guerra Ao Terror vai ser facilmente equecido por todos. Kathryn Bigelow desbancou seu ex-marido James Cameron, e foi a primeira mulher na história a ganhar um Oscar de Melhor Diretora.

Tom Hanks apareceu no final para entregar o prêmio de Melhor Filme como quem quisesse se livrar logo da responsabilidade, abriu a boca para dizer o vencedor e saiu de fininho, sem delongas.

O que mais aconteceu? Steve Martin e Alec Baldwin fizeram uma apresentação no estilo Sant-Up Comedy forçado, George Clooney fingiu parecer irritado com as piadas, Ben Stiller apareceu vestido de Avatar, as apresentações de Melhor Atriz e Melhor Ator foram feitas por amigos próximos dos indicados (o que demorou ainda mais a cerimônia), Demi Moore apareceu pra fazer a homenagem de sempre aos falecidos do ano passado, Kirsten Stewart e Taylor Lautner apresentaram uma homenagem aos filmes de Terror (só não entendi bem o que Lua Nova e Edward Mãos De Tesoura estavam fazendo no meio) e uma homenagem incrível foi feita em tributo a John Hughes, o rei dos filmes de Sessão da Tarde, falecido no ano passado, que contou com ninguém menos que Macaulay Culkin, ressurgindo das cinzas.


Dois prêmios que valem a pena serem lembrados: o de melhor figurino para o filme “Young Victoria” (ainda não lançado no Brasil), lindíssimo e super merecedor, e o prêmio de Melhor Direção de Arte, que ficou com Avatar, porém concorriam na mesma categoria filmes de direção de arte impecável como O Imaginário do Dr. Parnassus e Sherlock Holmes.

Já em relação ao tapete vermelho: Kirsten Stewart foi vestida de mulherzinha, Zoe Saldana foi de papel crepon, Sarah Jessica Parker de camisola, Demi Moore de corretivo, Magie Gyllenhaal se enrolou em um tecido de cetim e Jennifer Lopez levou um convidado em baixo de seu vestido de plástico bolhas!! Brincadeiras à parte, minha função aqui não é comentar os looks de ninguém, mas pra mim Gaboury Sidibe estava incrível, super confiante e com a auto estima lá em cima dentro de um Marchesa.


Para conferirem todos os premiados da noite: http://cinema.uol.com.br/oscar/2010/vencedores/

Espero que vocês tenham gostado da mini-cobertura!



08
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10
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10
Por Karina Aguiar

Você provavelmente já ouviu falar sobre uma menina loirinha, de nariz arrebitado que correu atrás de um coelho e caiu numa toca maluca, acabando num mundo psicodélico digno dos anos 70. Quem mais se não Alice, a do País das Maravilhas?

O livro mais famoso de Lewis Carroll e, pasmem, faz parte da “literatura nonsense”, já já sai em versão Tim Burtoniana (essa expressão existe? Hahaha) e que jeito melhor de celebrar do que lembrando do livro?

O primeiro volume de Alice foi originalmente uma história contada para uma amiga do autor, do mesmo nome da protagonista, que tinha 10 anos na época. O livro é, para muitos, difícil de ler por que contém muitos enigmas matemáticos e trocadilhos que só podem ser notados no inglês, mas mesmo assim a história conquista por causa dos personagens malucos e fantásticos – vide o Coelho, meu personagem favorito em toda a obra, apesar de nem ser assim um PERSONAAAAGEM.

O autor foi alvo de muita polêmica: declarou uma vez que “adorava crianças (menos meninos)” e também gostava de desenhar e fotografar meninas nuas, uma de suas fotografias permanece até hoje e pode ser vista facilmente se você jogar “Evelyn Hatch” no Google Imagens, haha.

Mas tirando esse creepy todo em volta do autor, Alice no País das Maravilhas é um livro que deve ser lido por todos: marcou época, infâncias e também a moda… Alice é sempre vista como inspiração da galera!

05
mar
10
mar
10
Por Helena Martinelli

Mês passado fomos pegos de surpresa com a trágica morte do estilista inglês Alexander McQueen. Mais uma vez, o mundo se viu paralisado pela perda inaceitável de um homem jovem, saudável e talentoso. Como aceitar que alguém aparentemente tão bem sucedido tenha tirado a própria vida?

Talvez vocês não saibam, mas o suicídio não é uma realidade incomum. Na verdade, está entre as 20 maiores causas de morte em todas as faixas etárias segundo a OMS. É uma alternativa desesperada para a dor física e psicológica, adotada principalmente por pessoas com transtornos mentais, depressão, alcoolismo, comportamento violento ou vítimas de grandes perdas (como McQueen).

Para mim, é especialmente difícil falar sobre esse assunto. Há poucos meses, um membro da minha família se matou. Não era alguém de quem me considerava próxima, mas ainda assim, com o perdão da palavra, é uma merda. No meu caso, a dor maior não foi da perda em si, mas assistir o impacto dela em pessoas que amo muito e sentir que não posso fazer nada para amenizá-lo. Do ponto de vista familiar, um suicídio é uma espécie de buraco negro, uma força brutal e irreversível que afeta todos em volta.

Caso um amigo ou familiar te confidencie a vontade de morrer, não ignore. Diga a aquela pessoa o quanto ela é importante e querida, o quanto fará falta e fale sobre o que o futuro guarda. Não traia sua confiança, mas convença-a a se abrir com a família e dar a devida atenção a seus sentimentos. Avisos e tenativas de suicídio não são teatrinhos, chantagem emocional, ou falta de maturidade, são pedidos de ajuda: até 90% dos suicidas (principalmente mulheres) avisa sobre suas intenções antes de agir.

E se você está passando por momentos difíceis, não deixe de pedir ajuda a amigos, parentes e pessoas de confiança. Não se feche em sua tristeza e não tenha vergonha de pedir ajuda. Caso não se sinta à vontade para falar com ninguém à sua volta, procure serviços de apoio como o CVV (http://www.cvv.org.br/ ou telefone: 141). A vida sempre merece uma chance.










