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Sempre me perguntam por aqui, ou no meu formspring sobre livros de moda. Confesso que sou viciada no gênero e tenho uma queda pelos que retratam a moda e sua importância na história do mundo.
A Marie ganhou de amigo oculto, ano passado, o livro “Cinquenta vestidos que mudaram o mundo.” E na mesma hora roubei pra mim peguei emprestado. O livro é uma delícia de ler. Leve, com muitas fotos, direto e informativo. Um passeio pelas décadas e seus vestidos mais marcantes. A viagem tem início no século xx, em 1915 quando o costureiro espanhol Mariano Fortuny criou um inovador vestido plissado e segue até o vestido de LED Hussein Chalayan de 2007. No meio do caminho você encontra modelos clássicos de Chanel nos anos 20, o pretinho básico de Givenchy dos anos 60, o vestido de noiva da princesa Diana e outros clássicos que vocês vão adorar saber um pouco mais da história.
Separei alguns pra vocês ficarem com vontade de ler mais!
1947 – O New Look
“Das ruínas da Europa pós guerra mundial, o New Look veio como uma explosão de otimismo que ressuscitou a indústria da alta – costura parisiense e delineou uma estética para a década de renovação econômica e social que se seguiu.
Christian Dior foi o responsável por definir uma nova era de irreverência, versatilidade e esperança. Dior tinha originalmente batizado seus lançamentos de Corolle e Huit, mas a editoria chefe da Harper’s Bazaar da época, colocou na capa “It’s a new look”! Assim, rebatizando e criando um clássico.”
1965 – Minivestido
“A juventude londrina dos anos 60 estava mais do que pronta para algo novo, supermoderno, ousado. E foi exatamente isso que Mary Quant apresentou. Mary encurtou a barra da saia criando um estilo provocante, rebelde e revelador. Uma inocência lúdica que anunciava o despertar de uma nova era. O estilo se espalhou e esse look virou referência de independência, diversão e inovação. A influência foi tão grande, que no final da década, até os vestidos da rainha estavam mais curtos.”
1977 – Frente única
“Nenhuma discoteca dos anos 70 que se prezasse ficaria completa sem mulheres vestidas com modelos de Halston. O clássico vestido do estilista, silhueta pregueada e frente única virou a cara da década das discotecas. Sensual, desinibida, divertida e livre. A liberdade, cara de uma época pré – aids e pós anos 60 quando as pessoas ainda lutavam por ela.
Halston e seus modelos tem a cara dos anos 70 já que vestia todas as atrizes de Hollywood e ícones de estilo como Bianca Jagger e Jackie Kennedy.”
1985 – Power dressing
“Casas enormes, cabelos volumosos, ombros largos… Anos 80, década do mulherão, do luxo, do brilho. Mais é mais. Da saia lápis e da ombreira. O estilo glamuroso e Kitsch tinha como um dos estilistas mais marcantes Nolan Miller que era responsável pelo figurino do seriado mais popular dos EUA, Dynasty. Ainda que difamado e ridicularizado, o visual power dressing com seu glamour exagerado e perverso, ainda é visto e copiado por grandes estilistas como Donatella Versace.”
1990 – Tubinho
” Deixando para trás todo o exagero e luxo dos anos 80, os anos 90 foram limpos, com modelos que pareciam simples e bem cortados.
Hoje Calvin Klein pode ser sinônimo de uma certa globalização, mas o estilista foi o precursor de um estilo clean e clássico que marcou toda a década de 90. O mundo deixava de lado os babados e plissados e procurava algo mais sutil, calmo, ar freco. E foi exatamente isso que Klein deu para o mundo com seu tubinho. O modelo mais minimalista, na cor branca ficou ainda mais popular quando foi usado por Alicia Silverstone no filme Clueless ( As Patricinhas de Beverly Hills) O look virou uniforme das baladeiras e item básico no guarda roupa de toda mulher.”
2001 – Samurai dress
“Alexander McQueen é um dos estilistas que melhor define os 00′s. Multitalentoso, irônico, ansioso. Buscava o novo revirando o passado. Uma das suas peças mais marcantes foi o vestido Samurai, carregado de erotismo com modelagem primorosa a peça reflete a vontade e habilidade dos novos tempos para sintetizar impulsos tradicionalistas e iconoclásticos.”
Esses são apenas seis exemplos e trechos do que vocês vão encontrar no livro. Uma delícia e você devora em dois dias no máximo! Pra ler já: Cinquenta vestidos que mudaram o mundo – editora Autêntica
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Você provavelmente já ouviu falar sobre uma menina loirinha, de nariz arrebitado que correu atrás de um coelho e caiu numa toca maluca, acabando num mundo psicodélico digno dos anos 70. Quem mais se não Alice, a do País das Maravilhas?

O livro mais famoso de Lewis Carroll e, pasmem, faz parte da “literatura nonsense”, já já sai em versão Tim Burtoniana (essa expressão existe? Hahaha) e que jeito melhor de celebrar do que lembrando do livro?

O primeiro volume de Alice foi originalmente uma história contada para uma amiga do autor, do mesmo nome da protagonista, que tinha 10 anos na época. O livro é, para muitos, difícil de ler por que contém muitos enigmas matemáticos e trocadilhos que só podem ser notados no inglês, mas mesmo assim a história conquista por causa dos personagens malucos e fantásticos – vide o Coelho, meu personagem favorito em toda a obra, apesar de nem ser assim um PERSONAAAAGEM.

O autor foi alvo de muita polêmica: declarou uma vez que “adorava crianças (menos meninos)” e também gostava de desenhar e fotografar meninas nuas, uma de suas fotografias permanece até hoje e pode ser vista facilmente se você jogar “Evelyn Hatch” no Google Imagens, haha.

Mas tirando esse creepy todo em volta do autor, Alice no País das Maravilhas é um livro que deve ser lido por todos: marcou época, infâncias e também a moda… Alice é sempre vista como inspiração da galera!

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Início de mês é minha alegria. Por quê? vocês me perguntam. Bem, todo início de mês minha caixa de entrada de email enche de newsletters anunciando os novos lançamentos – e, sério, existe coisa melhor? Eu separei alguns lançamentos de fevereiro/março, os que parecem mais interessantes:

A MODELO DO ANO, Carol Alt

Quando a boa moça Melody (putz, que nome é esse? Peloamor né?), após servir a mesa de um agente de modelos e ouvir sua proposta irrecusável, decide encarar as passarelas, sua vida muda de repente: sessões de fotos, desfiles incríveis e o melhor: roupas fabulosas de G-R-Á-T-I-S! Mas será que Melody vai resistir as tentações não-tão-boas-assim dessa indústria? Ou será que nem ela, menina certinha de Jersey, vai conseguir?

DICA: Você pode ler o primeiro capítulo aqui.

IT GIRLS 5, Cecily Von Ziegesar

Jenny está de volta! Neste novo volume da série It Girl, a pequena “J” está sem sorte: após pensar que finalmente pertencia socialmente a Waverly Academy, um isqueiro com as iniciais do seu namorado é achado depois de um incêndio grave.

A FÚRIA, Diários do Vampiro 3, L. J. Smith

Após uma grande reviravolta em sua vida (não posso dizer o que, se não solto spoiler :x), Elena está pronta para seguir em frente… Mas será que ela vai conseguir se adaptar com seu novo “dom”? E será que ela realmente esqueceu de seu grande amor? Stefan e Damon se unem por Elena, mas algo acima de todos parece estar sempre de olho…

O ENIGMISTA, Ian Rankin

Joahn Rebus, o detetive escocês favorito de todo mundo, investiga o desaparecimento de Philippa Balfour, estudante de história da arte e filha de um importante banqueiro. O namorado da garota, David Costello, é o principal suspeito – agindo 24h como tal: boêmio, arrogante, egoísta e odiado. John enfrenta nesse volume pistas e paradeiros muitas das vezes sombrios: miniaturas de caixões com sinistras bonecas dentro e um elusivo Enigmista, personagem que comanda um jogo na internet cujos desafiadores quebra- cabeças podem levar à elucidação do misterioso desaparecimento da jovem Philippa.

DUMA KEY, Stephen King

Um acidente terrível em um canteiro de obras arranca o braço e a mão direitos de Edgar Freemantle e embaralha sua memória e sua mente. A raiva é praticamente tudo o que lhe resta enquanto inicia sua penosa recuperação. O casamento que gerou duas filhas maravilhosas termina de repente e Edgar começa a desejar não ter sobrevivido às lesões que quase o mataram. Seu psicólogo sugere uma “cura geográfica”, uma nova vida longe das cidades gêmeas de Minneapolis-Saint Paul e da empresa que ele construiu do nada. E sugere que Edgar também retome o hábito de desenhar.

Ele troca, então, Minnesota por uma casa alugada em Duma Key, uma ilhota de beleza extraordinária e estranhamente subdesenvolvida na costa da Flórida. Lá, ele ouve o chamado do sol se pondo no Golfo do México e da maré chacoalhando as conchas na praia – e desenha. Porém, seus quadros começam a ganhar um poder incontrolável, que aparentemente não vem para o bem.

E aí? Gostaram? Sugestões? Comentem!

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É verão, tá quente e nessas horas é simplesmente impossível ficar com a bunda no sofá lendo um livro grande e, muitas vezes, complicado demais (passe longe de “Cem Anos de Solidão” se você quer evitar dor-de-cabeça!). Então aqui vão algumas dicas de livros leves e divertidos que têm como tema (ou simplesmente cenário) toda essa realidade suarenta chamada de verão. E, melhor ainda: não exigem mais que algumas horas na beira da piscina ou na areia da praia para serem lidos…

Alta Sociedade, Sarah Mason

Após se meterem onde não foram chamadas, Clemmie e sua irmã Holly são forçadas a fugir para o Sul França (alô, St. Tropez!!!) junto com sua família, com nada mais nada menos que um ex-presidiário tentando alcançá-las. Mas alguma coisa parece errada: seria o tal ex-presidiário mesmo perigoso ou é tudo um grande exagero?

CURIOSIDADE: a Holly é a mesma Holly de Um Amor de Detetive, um dos chick-lit mais famosos da atualidade e por conseqüência um dos mais adorados. Alta Sociedade passa algum tempo depois de Um Amor de Detetive, logo contém spoilers importantes para quem não leu a história de Holly e o detetive James.

Los Angeles, Marian Keyes

Depois de Claire (Melancia) e Rachel (Férias!), é hora de lermos sobre Maggie, a irmã Ovelha Branca da família. Depois de uma briga feia com o marido, Maggie parte para Los Angeles para esfriar a cabeça. E, dá licença, eu trocaria de lugar com a mulher num piscar de olhos, afinal quem não quer passar duas semanas alternando entre praia o dia inteiro e festas incríveis cheias de astros de cinema?

E para quem não quer mais saber do Sol e todos os seus raios terríveis, uma dica, digamos, “gelada”:

Ela Foi Até o Fim, Meg Cabot

Lou, após escrever o roteiro do filme mais premiado da atualidade, descobre que seu ex-namorado (que foi protagonista do filme que ELA escreveu) vai se casar com a mocinha do, acredite se quiser, filme que ela escreveu. Como se a coisa não pudesse piorar, a tal mocinha é ex-namorada do ator principal do atual filme escrito por ela. Ufa! Sinto como se tivesse soado muito embolada e repetitiva, mas espero que tenham entendido a idéia principal, haha. Anyway, Lou precisa voar até a locação do filme atual, junto com o GATO do protagonista e, no meio do caminho, um acidente acontece e eles acabam (sozinhos!) perdidos em uma montanha muito, muito fria. Então se preparam para cenas onde um tem que esquentar o outro, envolvendo bebida e muita tensão sexual.

OBS: esse livro, no momento, só existe em inglês, mas será lançado em português ainda no final desse mês pela Galera Record.

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Alguns não sabem, mas chick-lit é um termo usado para definir “literatura de mulherzinha” – e teen lit é basicamente a mesma coisa, mas para um publico um pouco mais jovem. E vamos então para os melhores de 2009… (não necessariamente na ordem da minha preferência!)
Tem Alguém Aí?, de Marian Keyes (a rainha da chick-lit!)

A família Walsh está de volta! Para você que é leitora assídua de Marian Keyes, já conhece a Rachel (Férias!), a Clare (Melancia) e Margareth (Los Angeles). Agora é a vez da irmã Anna, a irmã avoada e meio drogada – que agora não está tão avoada nem tão drogada assim. Após sofrer um grave acidente e passar um tempo na Irlanda com sua família, Anna volta para New York para seu antigo emprego de relações públicas de uma empresa de cosméticos e seu marido… porém, surpresa: o último simplesmente desapareceu. O que aconteceu com Aiden?
Julie & Julia, de Julie Powell

O que você faria se sua vida estivesse uma merda, seu emprego fosse uma merda e nada te desse tanta alegria quanto cozinhar? Arriscando seu casamento e em busca de realização, Julie Powell começa uma projeto louco: fazer 524 receitas francesas do lendário livro “Mastering the Art of French Cooking” em apenas 365 dias!
A Música Que Mudou Minha Vida, de Robin Benway

Depoir de ficar completamente desiludida com teen-lit (estaria eu crescendo? :O), eu me deparei com esse livro, que me fez ver esperança para a nova geração. Lembra da música “Ana Júlia”, da banda Los Hermanos? Então, o mesmo acontece, mas versão States: uma música sobre o rompimento de Audrey e seu namorado fica no topo das paradas, deixando a vida da garota um caos, onde a fama nem sempre coopera para o bem…
Lembra de Mim?, de Sophie Kinsella

Se Marian é rainha do chick-lit, então Sophie é totalmente a princesa (você provavelmente a conhece por “Becky Bloom” e “Os Segredos de Emma Corringan”). Em Lembra de Mim?, vemos Lexi que, após acordar certo dia no hospital, vê que sua vida mudou completamente: ela perdeu 3 anos de memória e, quando volta para casa, vê que muita coisa aconteceu desde que sua última lembrança: agora ela é casada com um ricaço, passou de burocrata sem poder para a chefona do departamente, está gatona e magra (espera aí… será que ela teria feito uma… plástica???). Mas nem tudo são flores: aparentemente seu casamento é um saco e seu novo emprego é pior ainda. Vale a pena ter tudo isso e ser infeliz?
Esse ano que está acabando não teve muitos lançamentos legais, mas os poucos bons valem muito a pena! Que 2010 seja melhor… eu tenho fé, hahaha!
Beijinhos!
Kari











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