beleza

15
mai

Tem gente que nem sabe o quanto a umidade do ar influencia o volume, a porosidade e o frizz nos cabelos. Calma! não precisa se desesperar, nem todos os cabelos são sensitíveis à umidade, mas se o seu for a gente te ajuda a melhorar.

Eu infelizmente sou uma das pessoas que sofre com ela. Moro no Rio de Janeiro, uma cidade super úmida e percebi a diferença no meu cabelo quando viajei para Brasília e Nova Iorque por exemplo. Cabelos domados, com pouco frizz e mais macios… Mas moro na cidade maravilhosa, a cidade perfeita para criar condições desastrosas para pessoas com cabelos sensíveis à umidade.

Isto acontece porque a umidade tende a tornar possível as piores tendências naturais dos cabelos. A umidade no ar reage com as ligações químicas do hidrogênio, encontradas em cada fio de cabelo, fazendo com que eles percam sua forma.

Quem aí lembra do cabelo da Monica em Friends quando eles viajam para Barbados? E depois de todos eles fazerem piadas com o volume ela diz: It’s the Humidity!

Existem passos simples que você pode seguir para minimizar os efeitos da umidade e manter o seus cabelos domados. Anota aí:

>Corte:

O melhor corte para cabelos volumosos é o corte em camadas, levemente inclinado com um repicado leve. O corte no estilo reto faz com que o cabelo pese mais e cria ainda mais volume. As camadas adicionam dimensão e textura em todo o cabelo e disfarça o efeito leãozinho. Aposte nos comprimentos médios e longos.

Peça para o cabeleireiro desfiar seu cabelo mais ou menos na altura do queixo para as pontas. Isso ajuda a diminuir o volume além de dar movimento.

>Lavando:

Para controlar o volume e o frizz causado pela umidade, o segredo é a hidratação. Por isso use shampoos e condicionadores que tenham ceramidas, silicone e óleos em sua formulação (óleos de abacate, argan ou manteiga de karité são os mais indicados) A boa também é carregar na bolsa um óleo capilar para aqueles momentos que os cabelos precisarem de uma “domada” extra. E prestem atenção: As empresesas de cosméticos têm uma tendência a associar cabelos volumosos e com frizz à cabelos ondulados. Então muitas vezes você, de cabelo liso, deixa de comprar um produto que seria bom para seus problemas. Confia em mim. Mesmo com cabelos lisos você pode e deve usar produtos para cabelos ondulados se a “promessa” final dele for domar o volume e frizz.

>Seguem algumas sugestões:

1. Leave-in para cabelos volumosos T-one – Tânagra R$26, 60

A Tânagra fez uma linha completa para domar o volume e frizz dos cabelos. E todos os produtos são ótimos! Mas o leave- in merece atenção especial. Contém pró-vitamina B5 e Aminoácidos da seda, que retiram o volume dos cabelos.

2. Shampoo cabelo cacheado VIZCAYA VOLUME FREE R$18,50

Amacia e reduz o volume dos fios e ajuda na redução do frizz. Tem leite de coco, ceramidas, creatina (que aumenta a elasticidade), manteiga de karité e mel.

3. REDKEN Real Control Máscara de Tratamento R$119,99

Essa máscara contém manteiga de karité e ceramidas, que ajuda a domar o frizz e o volume. O cabelo fica MUITO macio e cheiroso.

4. L’Oréal professionnel liss ultime shampoo: R$55,90 condicionador: R$70,90

Ceramidas, complexo aminoessence e agentes suavisantes permitem uma hidratação completa. Essa linha contém agente hidrófobo que repele a água e protege a fibra capilar da umidade.Reduz o volume, proporciona maciez, brilho e controle do frizz.

>Penteando:

Quando escová-los, use o mínimo de produtos possível pois o uso excessivo de gel e cremes faz o cabelo ficar mais pesado e com isso, mais volumoso. Use SEMPRE pente de madeira. Ele evita a eletricidade dos fios diminuindo o frizz. Outra dica CERTA é: Se for secar os cabelos, use o secador no ar frio. Controla o volume e diminui muito o frizz. Pode testar. A dica também serve para a temperatura do chuveiro. Sempre que puder, lave os cabelos com água fria.

>Pra assistir:

E aí? Quem sofre com os cabelos fora de controle?

comportamento

11
mai

Manhattan que me perdoe mas o Brooklyn é o lugar mais legal de Nova York.

Foi lá que a gente encontrou os lugares mais legais para sair, fazer compras ou simplesmente, para bater perna. Nova York é toda linda, cheia de coisas interessantes, curiosidades e bairros cheios de personalidade, mas o Brooklyn tem um charme especial. Manhattan já virou uma grande “torre de babel” e é quase impossível andar pela cidade, pelo metrô e sentir o clima de um real nova iorquino. É tanto brasileiro (praga!) porto riquenho e asiático que você mais parece estar em um aeroporto.

No Brooklyn foi onde eu realmente me senti em New York. Foi lá que eu vi gente estilosa em cada esquina, foi lá que eu vi o amor pela arte e música tão famosa dos nova iorquinos, que eu surtei em lojas e lá foi onde eu amei conhecer cada cantinho. Então se você quer um guia alternativo para  Nova York,  se liga:

Williamsburg fica no Brooklyn, perto do rio, e tem uma ponte que liga à Manhattan, a Williamsburg Bridge. Para chegar lá, a melhor forma é pegar o metrô (a melhor forma de fazer tudo em NY aliás), a linha L e saltar na Bedford Avenue. Outra boa opção, principalmente no verão, é pegar o ferry. É rápido e é uma delícia de passeio. Estão em vários pontos na cidade e a passagem custa em torno de U$4.00.

Vocês querem uma GRANDE dica? Se vocês curtem uma vibe alternativa, exclusiva, segurem a grana em Manhattan e nas lojas clichês. Não gastem 1 dólar em Forever 21, H&M da vida. Corram pra Williamsburg e encontrem lá achadinhos únicos, brechós e lojas incríveis.

Compras:

Achamos várias lojas super legais em Williiamsburg. E não é difícil encontrar. É só dar umas voltas por lá pra ver muita coisa legal. Mas fica a dica das lojas e brechós que mais gostamos (e compramos!) por lá. A gente pede desculpa pela falta de fotos dentro dos lugares, mas a galera lá é SUPER chata com isso.

Mini minimarket

>218 Bedford Ave. Brooklyn NY 11211

Essa loja tem muita roupa, sapatos e acessórios! É como uma multimarcas. Não é barata, mas tem peças com preço justo. Os acessórios são os mais legais e diferentes.

In God We Trust

>129 Bedford Ave. Brooklyn NY 11211

A In God We Trust tem uma decoração super vintage, mas não aquele vintage fofinho. Tem aquela cara mais séria, quase tentando parecer uma loja dos anos 20. O que sem querer (?) deixa o lugar mais fofo ainda. As roupas são LINDAS, os acessórios super diferentes. Delicados mas com pegada rock’n'roll. Os clássicos da loja são “as jóias” como colares, anéis, abotoaduras e garrafinhas com frases e desenhos divertidos. Lindos!

Amarcord

>223 Bedford Ave. (btw. N 4 & N.5 sts) Brooklyn NY 11211

O Amarcord é um brechó que você encontra de tudo um pouco. Peças mais simples e “sem grife” até Chanel e Hermès. Vale dar aquela chegada porque VAI QUE tem um achado? O pior que pode acontecer é você experimentar uma Chanel original… hahaha

Beacon’s closet

>88 n 11th street, Brooklyn NY 11211

Esse brechó GIGANTESCO é uma perdição. A loja fica em um galpão enorme e é lotada de araras circulares, em que as peças são separadas por cor ou, em alguns casos, por tipo. As bolsas, lenços e chapéus ficam em uma seção só deles.

Eu e Marie ficamos lá cerca de 1 hora e não vimos nem metade das coisas. Os preços são SUPER bons e você encontra de tudo. Camisetas, bolsas, casacos, sapatos… é só fuxicar bem! O brechó é super cool. Não só o espaço, mas as peças e a galera que trabalha lá. E também super organizado. É o tipo de lugar que TEM QUE IR passando em Williamsburg.

Outras lojas me chamaram a atenção mas o cansaço e o orçamento do dia  me impediram de entrar hahaha mas fica a dica pra vocês: Pema, CatBird, Pinkyotto e Red Pearl.

Outras opções:

Outra coisa legal em Williamsburg é que andando pelas ruas você encontra muita gente vendendo (estilo camelô hype) roupas, vinis, cd’s e livros. É muita coisa e os preços são sempre amigos.

Eu comprei um vinil do The Who e Marie um livro do Chuck Palahniuk. Tudo em torno de 10, 15 dólares. Os melhores vendedores ficam na Bedford Avenue mesmo. Caminhando você sempre esbarra com um! O melhor dia é domingo, as ruas ficam cheias deles. Aliás domingo é o dia do “mercado alternativo” em Williamsburg. É que nesse dia rola uma feirinha INCRÍVEL chamada “Flea Markets in Brooklyn” Um mercado que reúne moda, antiguidades e comidinhas. Garotas, é imperdível. Novos designers (a maioria ali do Brooklyn mesmo), brechós, câmeras antigas, vinis, jóias, acessórios, sanduíches gigantes de carne de porco e donuts caseiros!

Vale a pena acordar cedinho tomar “café da manhã” lá e depois ir às compras. Anotem aí o endereço:

Williamsburg Flea market

Domingo de 10h as 17 h

>East River Waterfront (btw. North 6 + 7 St.)

Balada:

Já começo esse post dizendo que a melhor night que tive em NYC foi no Brooklyn! Em um lugar chamado Brooklyn Bowl. Um espaço gigantesco que reúne restaurante, boliche, bar, pista de dança e shows. É DEMAIS! No dia que fomos estava rolando uma festa anual chamada “Madonnathon”, uma maratona em que vários “artistas” cantam e dançam Madonna. Gente, foi MUITO divertido. Então por favor, se informem se vai estar rolando Madonnathon quando vocês estiverem por lá. É cafona, é engraçado, é MUITO divertido ainda mais com várias margaritas. Mas rolando ou não o evento da Madonna vale MUITO a pena ir no Brooklyn Bowl. A “night” começa cedo viu? A boa é chegar lá umas 19hrs!

>61 Wythe Avenue – Williamsburg

Outra night imperdível no Brooklyn é o bar que também rolam shows e dj’s chamada Union Pool. Alguns podem considerar o lugar hipster demais, mas vale a pena! Ainda mais se for em um dia de calor já que lá tem uma área externa MUITO gostosa e conta com um “caminhão” de comida mexicana chamada “El Diablo”. Amei lá e gostaria de ter voltado outro dia!

>484 Union Avenue – Williamsburg

O Brooklyn anda tão cool que ganhou até site pra você saber tudo que rola por lá: http://www.freewilliamsburg.com/

Curtiram as dicas do Brooklyn? Quem aí tem mais dicas? Quem ficou com vontade de conhecer? Ainda vai rolar outros posts de NYC!

Beijos,

Nuta.

cinema e tv

10
mai

Gostaria de começar esse post fazendo um agradecimento à nossa amada HBO por mais essa série incrível para c******. Sério, eles são demais.

E sim, finalmente nossas preces foram atendidas: o mundo real, feito de garotas reais, com dilemas e alegrias reais, agora existe também na TV (ou laptop). Girls é uma comédia-meio-drama sobre a vida de quatro amigas de 20 e poucos anos que vivem na parte não-clipe-do-JayZ de NY. Alguns dizem que é uma espécie de Sex and the City ao avesso, mas eu não sei se concordo muito com isso. Apesar dos muitos pontos que Girls corresponde à essa comparação, fica faltando a parte mais importante: o estilo de humor, as personagens em si, a forma como a história é contada, essas coisas.

Pra sentir o clima, dá só uma olhada no trailer:

A série foi criada e é estrelada por Lena Dunham, que fez Tiny Furniture (tô doida pra ver), entre outras coisas legais. Assisti uma entrevista que ela dizia ter se inspirado muito em fazer algo como My So Called Life (Minha Vida de Cachorro segundo o SBT hahaha), um dos primeiros trabalhos da Claire Danes e uma das séries de TV mais legais dos anos 90. Mais um indício que não é com SATC que devemos comparar.

Os produtores de Girls são Jenni Conner e Judd Apatow. Ele é o cara. Wikipedia me disse que também foi produtor executivo de Freaks and Geeks e Superbad. Isso só pra citar dois bons exemplos. Acho que não poderia ser melhor.

Girls já está bombando na HBO e também no seu site de streaming predileto. Para acabar esse post  sem dar nenhum spoiler, vou parar por aqui. Então se você ainda não assistiu, tô te preservando, mas vou querer algo em troca: Assiste logo pra gente poder comentar!

beijos

C.

todo o resto

03
mai

Já falei para vocês na primeira etapa desse post o que leva uma pessoa a trabalhar na Disney (insistência de amigos) e como foi o processo seletivo até então (bastou comparecer e parecer normal). Agora vou contar como é estar cara a cara com o RH do Mickey Mouse e como magical things can really happen quando você menos espera.

Depois de saber que eu tinha passado na entrevista com a STB fiquei aguardando mais instruções. Chegou por email o comunicado: sua entrevista com a Disney será dia tal, à tal hora, em tal hotel, em São Paulo. Oi? São Paulo?

Tá, eu sabia desde o começo que essa parte do processo seria lá, mas eu não acreditei que fosse chegar tão longe e também pensei que em cima da hora eles podiam se encantar pelas maravilhas do Rio e resolver fazer um pit stop aqui. Mas me enganei. Pelo visto eles não só não se encantaram como também, diz a boca miúda, que não vinham para cá por questões de segurança. Ou seja, além de me fu*** por morar numa cidade que dá medo nas pessoas, eu ainda tenho que ir para São Paulo fazer uma entrevista que eu nem queria muito, ó mundo cruel.

E aí vocês devem pensar: “Se você nem queria muito por que foi?”. Pois bem, foi nesse momento que eu tive que sair de cima do muro e tomar uma decisão. Ou vou, ou racho. E eu fui. Pensei que se a sorte esteve do meu lado até agora, isso era um sinal de que era para eu ir até o fim.

Eu me preparei toda. Tirei os piercings de vez, arrumei a mala mais formal da minha vida, li tudo que podia sobre a Disney, sobre como se sair bem em entrevistas, truques de linguagem corporal e tudo mais. No dia anterior eu e minha amiga pegamos um ônibus no Rio. Chegando lá nós ficamos num hotelzinho tranquilo, perto do local da entrevista para não ter erro…

Não ter erro? Porran, imagine você que nós acordamos mais cedo, nos programamos, fomos super arrumadinhas para o hall do hotel pegar o táxi e para o nosso desespero o motorista conhecia menos São Paulo do que eu, que estava indo pela primeira vez. Fora que naquela época não tinha GPS, meu amigo, era na base do erro e acerto. E ele errou, viu. Como errou. Enquanto isso a gente já estava planejando como íamos dar a notícia para os nossos pais. Em pensar que eu tinha decidido continuar com isso porque achava que a sorte estava do meu lado…

Quando finalmente chegamos no tal lugar, já descendo do táxi super cabisbaixas, uma menina que a gente conheceu no Rio nos viu e gritou “Corre, se não cês vão perder!!!!!”. Aaaa! Que felicidade! A sorte não tinha me abandonado e fez com que não só a gente chegasse atrasadas! O processo estava todo atrasado porque o trânsito de São Paulo impediu muita gente de se locomover com dignidade, incluindo pessoas da Disney. Ai São Paulo, te amei nessa hora.

Aí veio o momento da espera pré entrevista. Tem coisa pior? Você ficar numa sala com outros candidatos, pensando que ali você já pode estar sendo observado (Disney né gente, vai saber), tentando não cometer nenhum deslize ao respirar. Que coisa horrenda. Mas passou. E veio o pior, encarar o RH do Mickey.
Eu entrei com mais duas meninas:

Disney Lady: Você já visitou a Disney? O que achou?
Concorrente 1: Já! Fui três vezes. Uma com minha família, outra só com minhas amigas e também passei meu aniversário de namoro lá.
Disney Lady: Ah, você namora? Há quanto tempo? Não acha que seu namorado iria se incomodar com você quase 3 meses longe?
Concorrente 1: Namoro há 7 anos, não tem problema algum. Ele me incentiva muito, inclusive ele também já foi cast member!
Disney Lady faz cara de aprovação americana.

Disney Lady: Qual a maior vantagem de ir trabalhar na Disney? E a desvantagem?
Concorrente 2: Com certeza é poder entrar em contato com as pessoas, com diversas culturas. Adoro diversidade cultural, já morei na África, na Austrália, na Europa toda. Falo inglês, japonês e grego! E bem, a maior desvantagem? Ah! É não poder trazer a Disney de volta para o Brasil comigo!
Disney Lady faz cara de aprovação americana.

Disney Lady: E você, querida, por que acha que a Disney deve te contratar?
Carol: Acredito que sou uma profissional agregadora, conciliadora e proativa. Também adoro novas culturas, sei lidar com todo tipo de gente. E também acho que posso aprender muito.
Disney Lady faz cara de quem sabe que eu tinha decorado tudo aquilo. Praticamente uma Miranda Priestly ao ver um desfile que não gosta. Quase imagino ela falando “That’s all” no meio do meu discursinho automático.

Saí de lá mais cabisbaixa que entrei. Mas deixei passar o tempo. Foram algumas semanas de espera. Minha amiga já tinha recebido a confirmação de que ela tinha sido aprovada e embarcaria em 2 meses quando chega o meu email: STANDBY. Ok, respira fundo. Nessa época a gente trocava muita ideia com quem já tinha sido cast member em outros anos em uma comunidade no Orkut. Eu já tinha visto uma galera falando que ficou em stand e os veteranos já tinham falado que era fail na certa. Me dei mal. Miranda me reprovou e quando eu mais precisei da sorte, cadê? Nada.

Eis que magical things happen quando você menos espera. E para a minha felicidade esse foi o ano “Disney sem critério”. Enquanto no anterior, sei lá, mil pessoas passaram (tô chutando), no meu duas foram duas mil. E quase todo mundo que tava em stand foi aprovado, incluindo eu! Aêêêêê! Maior legal. Nem acreditei quando recebi as instruções da STB. Nem acreditei que tinha que resolver tudo em um mês! Nem acreditei que vários professores me liberaram de fazer prova de fim de ano!! Gente, para quem fazia faculdade nas coxas, imagina a felicidade. A Disney se saiu melhor que encomenda. E eu, desde 2005, não consigo imaginar minha vida sem os meses que passei lá.

Arrasou, seu Mickey. Sua casinha é realmente the happiest place on earth.

PS: Que tal o próximo post ser sobre a viagem? The Best Of Disney?

beijos, C.

todo o resto

30
abr

É, vamos começar dizendo que não é fácil. Mas também vamos começar concordando que mais difícil ainda é abandonar um sonho e viver na contramão do seu coração.
Por isso resolvi fazer esse post. Por mais que eu não seja uma artista ao pé da letra, aqui no GWS a gente trabalha de forma totalmente independente e sabemos bem como é que são essas coisas de luta diária. Espero conseguir ajudar. Vamos lá?

1) Assuma-se!
Não adianta querer ser visto como artista sem primeiro assumir para si mesmo. Imagine que você seja um fotógrafo. Um futuro cliente ou empregador te pergunta o que você faz da vida e você responde “Eerrrr, eu sou, você sabe, trabalho com fotografia. Bem, faço o que dá, né.” Pronto, já perdeu o trabalho.
Seja firme, confie no seu taco.

2) Trabalhe sua auto estima.
Sabe aquela história “se eu não gostar de mim, quem vai gostar?”. Então, é bem por aí. Claro que você não vai se achar a última bolacha do pacote, mas saber o seu valor é imprescindível para conseguir se promover e ser profissional, inclusive na hora de cobrar um preço justo pelo seu trabalho. Valorizar seus pontos fortes, onde / o que já estudou, quais as experiências anteriores e etc.

3) Tenha flexibilidade.
Nem tudo na vida são flores. Muitas vezes acontece de você ter que fazer outras coisas que, aparentemente não tem nada a ver, até conseguir alcançar o seu objetivo final. Na vida de artista o mais comum é não conseguir se sustentar nos primeiros meses ou anos. Arrumar um emprego para garantir o seu dinheiro todo mês não é desvio de objetivo, é flexibilidade. Basta ter consciência de que aquilo é temporário e se esforçar.

4) Esforce-se.
De verdade, com todas as suas forças. Não adiantar fazer um esforcinho. Tem que ser daqueles que movem montanhas. Então dê logo o seu jeito de encontrar sua (s) motivação (ões) e vá em frente.

5) Seja alto astral.
Por que ninguém gosta nem indica gente chata.

6) Procure estudar, se cercar de referências.
Ideias e inspiração não surgem do nada. Por isso, corra atrás de cursos (os gratuitos são válidos para quem tá duro), livros, filmes, internet e tudo que puder. São as coisas que nós absorvemos que fazem a gente ser o que somos.

7) Divulgue-se.
Trabalho bem feito e engavetado? Na na ni na não! Aproveite as ferramentas gratuitas da internet, faça sua vitrine e mostre para toda a sua rede de contatos. Não é só de fofoca que vivem o twitter, facebook e blogs. Muito pelo contrário.
E se precisar de ajuda para direcionar suas ações (já sabem que trabalho com marketing digital?), me manda um email (carolguido@gwsmag.com) ou um comentário aqui no post. Ajudo no que for possível ;)

8) Não tem trabalho? Crie suas próprias oportunidades.
Publicitários quando estão começando precisam criar uma pasta com seus trabalhos para apresentar para a agência. O único problema é que nunca tiveram nenhum cliente, então, como ter um portfólio? Imagina se todos desistissem aqui. Não haveriam publicitários no mundo.
Então o que eles fazem? Inventam. Inventam clientes, marcas, lançamentos. Ou então vão no bar da esquina e se oferecem para fazer uma logo, um layout de cardápio novo, letreiro… Ou até identidade visual toda do lugar. Aí o tio do bar conta pro outro, que fica se roendo e te pede um orçamento.
Aqui a ordem vem do funk: “tenta a sorte pra tu ver.”

9) Respeite o tempo.
A vida está tão acelerada que às vezes a gente até perde a noção de dar tempo ao tempo. Saiba que ele pode ter ajudar a enxergar erros que hoje você não percebe, possibilidades que não tinham sido pensadas, novos e influentes contatos aparecem… E assim vai.

10) Encontre sua marca registrada.
Artistas que reproduzem trabalhos de outros só são perdoados quando estão começando. Isso é normal e até faz parte do aprendizado e da busca pela sua própria identidade. Mas não se engane fazendo a vida toda um monte de cópias e reproduções. Se empenhe em encontrar a sua marca, seu jeito. Você vai ser lembrado com mais facilidade por todo mundo, inclusive pelos seus futuros clientes e chefes (se for o caso).

Agora é com vocês. Como já dizia a minha mãe quando eu era pequenininha ao tentar me acordar: CORAGEM, FORÇA, DETERMINAÇÃO. Desde cedo ela já me ensinava o que é preciso para transformar sonho em realidade.

Boa sorte,

C.

Este post foi originalmente publicado ano passado, no meu antigo blog.

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