comportamento
Por Má R.:
O Fashion Rio é um evento conceituadíssimo hoje em dia. Grande parte da moda brasileira se apresenta nele. Tanto nos desfiles quando no comentado Fashion Business. De grandes marcas famosas a pequenas marcas em começo de carreira. Se você quer projeção, você precisa expor lá.
Mas o grande lance do Fashion Rio, atualmente, pros mortais como nós, não é nada disso. O grande lance é conseguir entrar e driblar a burocracia quiçá desnecessária.
Ao adentrar no local com uma credencial de visitante, que não te dá direitos maiores que ir ao banheiro, você se depara com todo tipo de pessoas. Em sua maioria mulheres na faixa dos 30 achando que tem 20 e fazendo carão, e gays. Muitos. Se você achar um cara bonito, não se empolgue. Ele gosta da mesma fruta que você.
As madames fashions vivem no carão e falando de algum modelo de sapato de tal coleção que elas NÃO gostaram. Além de também não gostarem da sua cara. Já reparou como elas olham quem está bem na fita?
Não sei o que querem. Se pessoas bem vestidas pra elas ficarem felizes com a coisa sendo difundida ou se querem pessoas “desconceituadas”, pra afagar o ego fashion delas. Fica aí, a contradição.
Fomos para a Palestra, depois de não conseguir de cara tirar a credencial, porque as meninas dos guichês só chegaram atrasadas e não tinham CANETAS. Enfim, fomos. Chegando lá, o meu nome constava na lista, oba! Mas cadê o da minha amiga? Hum. Falha número…dez? Okay. Esperamos cerca de 30 minutos e em meio a isso um café delicioso eu tomei. Ponto positivo. O primeiro?
Palestra sem grandes inovações, sobre tendências e macrotendências, apresentada pelo SENAI. Nada de novo. Conceito, tendência, bom gosto. O mais engraçado foi ver pessoas comuns, como a sua tia menos estilosa, com um bloquinho anotando tudo, freneticamente, como se só ouvisse grandes novidades. Porém pra quem é ligado no assunto, é antenado, não passou de um blablabla, dito com novas palavras.
Saímos vinte minutos antes do fim, pois eu tenho a bexiga apressada. O banheiro, por sinal, é interessante. Algo meio cozinha de churrascaria. Sei lá, é conceito? Deve ser.
Finalizando, não sei se aprovo o novo sistema de dificultar a entrada das pessoas no Fashion Business e Fashion Rio. Nós mesmo com credencial, só passamos pelo Fashion Business por causa da ida ao local da palestra.
Não entendo porque toda essa exclusividade. Quando na verdade seria interessante difundir cada vez mais o espírito fashion, e, consequentemente, aumentando os consumidores e conscientizando as pessoas pro que de fato é a moda.
Também não sei o que comentar sobre o local. Que sim, bem mais amplo, organizando, clean. Mas o que é aquele mar cheio de lixo na entrada? Péssimo cartão de visitas! Muito diferente do cenário que vimos nos anos passados na belezinha da Marina da Glória. Certo, a baía tem um odor desagradável, mas esteticamente é mais interessante.
Se você tem planos de ir nas próximas edições, já vá agitando seus contatos, se você não é estudante de moda. Mas fica a pergunta: Se eu der uma de carioca maloqueira e colocar um CNPJ aleatório, como por exemplo, da Zara, eu consigo entrar facilmente no Fashion Business e Rio?
Eis a questão.
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Blog da Má: Mãe tô sem roupa!


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