comportamento
“Should I stay or should I go now?
Should I stay or should I go now?
If I go there will be trouble
And if I stay it will be double
So you gotta let me know
Should I stay or should I go?” – The Clash

Em nossas vidas, às vezes chegamos a um ponto em que a estrada se bifurca e nós precisamos decidir qual dos caminhos seguir. Essas escolhas-chave definem o que faremos nos próximos anos, com que nos relacionaremos e, em última instância, que tipo de pessoa nos tornaremos. Exemplos clássicos: perdoar ou não o namorado depois de uma “escorregada”, escolher o curso pra qual prestar vestibular, decidir transar pela primeira vez.

Diante da carga de responsabilidade de momentos decisivos como esses, muitas pessoas se vêem paralisadas. Como não conseguem escolher o que fazer, acabam adiando indefinidamente até que a vida se acarrete de escolher por elas, ou apelam pra sorte e mandam um uni-duni-tê básico. Esse tipo de postura costuma levar à frustração e, convenhamos, não contribui em nada pro amadurecimento pessoal da criatura.

Existem muitas maneiras de se ajudar a escolher um caminho, mas o primeiro, e mais importante passo, é conhecer as próprias prioridades. Pergunte-se: “Quem sou eu? Quem eu quero ser? O que preciso fazer pra chegar lá?”. Respostas simples e objetivas são difíceis de conseguir, mas as idéias que surgirem desses questionamentos podem servir de guias nas decisões que nos assaltam em diferentes momentos da vida. Além disso, vale abrir o coração para os amigos queridos (eles nos conhecem e podem ajudar muito na hora de definir prioridades), conversar com pessoas que estiveram em situações semelhantes, fazer a clássica listinha dos prós e contras (atóron), meditar, enfim, qualquer coisa que ajude a colocar a cabeça no lugar e pôr as idéias em perspectiva.

O que não podemos fazer é largar as rédeas das nossas próprias vidas e deixar que as circunstâncias tomem essas decisões tão importantes por nós. Imaginem a seguinte situação: vocês estão dirigindo quando, de repente, o carro morre em cima da linha do trem. Como vocês são motoristas imprudentes que não observaram os sinais nem ouviram a maquinaria, só percebem naquele instante bisonho que o trem vem se aproximando. Vocês são confrontadas com duas opções: tentar ligar o carro ou sair correndo. Pois saibam que, enquanto vocês não decidem entre essas duas, acabam optando por uma terceira alternativa: serem atropeladas.


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