comportamento

09
fev

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Pelos meus posts, vocês já devem ter entendido que um dos maiores esforços da minha existência é de ser sempre uma pessoa gentil, isso é, tratar o outro como gostaria de ser tratada. É claro que em muitos momentos não consigo fazer a Glória Kalil e parto para a violência (só verbal, hein) ou, ao contrário, passo por cima de mim mesma para não desagradar os outros.

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Imagino que essa última característica não seja exclusiva da minha personalidade magnética (heeeeee), mas um transtorno na vida de muitas pessoas. Querem ver? Respondam rápido: quantas vezes vocês já fizeram um favor que não queriam só pra não chatear um amigo? E quantas já emprestaram aquele objeto tão querido pra uma criatura desleixada só para não parecerem egoístas? Quantas vezes deixaram de falar para alguém sobre atitudes que as desagradaram só pra “evitarem” mais briga? Quantas vezes fizeram alguma coisa, não porque estavam verdadeiramente dispostas, mas para não sentirem culpa, serem rejeitadas, serem mal vistas ou “desgastarem” relações?

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O mais interessante desse tipo de atitude é que ela sempre nos parece a única solução possível. Enxergamos uma negativa, por mais plausível que ela seja, como uma violência horrenda contra o outro e nos sabotamos antes mesmo de tentar agir diferente. Mas, menines, acreditem: não querer fazer um favor por cansaço, falta de disposição, pouca coragem de sair da cama etc não é um crime. É um direito. Não querer emprestar algo não é sinal de possessividade e egoísmo, é, outra vez, um direito. No mais, discutir a relação com amigos e familiares pode ser chato, mas muitas vezes é a melhor maneira de evitar transtornos no futuro. Lembram do post sobre a importância de dizer a verdade? Pois é.

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Semana que vem, vou dar algumas dicas de como dizer não sem se sentir a pior das criaturas. Enquanto isso, REFLITAM OK???

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*Dica para assistir: Dogville, de Lars von Trier

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