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Enviado por Jéssica Gasparetto:
Dia 11 de Novembro, rolou o I Encontro Paranaense de Moda, Design e Negócios, em Maringá. O evento teve apoio de várias instituições, desde as faculdades, UEM, UEL, CESUMAR, UNIPAR, UFTPR, FECILCAM até os órgãos públicos, sindicato do vesturário, entre outros. A intenção é continuar com o encontro e fazê-lo crescer nos próximos anos. Mas vamos logo ao que interessa, informações de moda:
Depois de vários agradecimentos dos patrocinadores, começou às 10h a palestra da Dra. Maria de Fátima Mattos, que é só a presidente do Colóquio de Moda Nacional. A mulher é fina, gente! Tava dando entrevista pra tevê e deu uma atrasada, mas tudo bem. Não podia tirar foto na hora das palestras, aí vou ficar devendo. Ela falou sobre a importância da arte da criação como sanidade social, e de amadurecer olhos e ouvidos, reunir sob forma de enriquecimento cultural, a moda ligada a novas perspectivas, e obter uma moda possível e acessível.
Outro ponto importante foi a discussão do ensino acadêmico de moda no Brasil e a falta de bibliografia. Maria de Fátima também discursou sobre as novas profissões que estão surgindo, o novo curso de Cosmeatria, e de imagem e som para eventos de moda. Foi bem curtinha a palestra, mas interessante. Ano que vem o Colóquio vai ser em São Paulo, na Anhembi Morumbi, hein? Tem que rolar um encontro GWS!
PROSPECÇÃO DE MODA:
Palestra por Sabrina Giselle Levinton – SENAI
Essa foi a palestra que eu mais gostei. Sabrina definiu as palavras tendência, cool hunter, trendsetters, trendspreaders, o público alvo (baby-boomers, X e Y), os tipos de consumidor, mostrou vídeos engraçadinhos pra exemplificar cada coisa.
Acho que o crucial da palestra foi mostrar para as pessoas que estavam no evento e não são ligadas à moda, que não é uma questão de futilidade. Ela mostrou a prospecção de moda feita por ela para os próximos 50 anos e aí é possível ver todo o estudo que é feito antes de criar, muito além de pesquisar o que as pessoas querem vestir, a prospecção se preocupa em avaliar novas doenças que irão surgir, o surgimento de carros recicláveis, o tempo livre que será o novo luxo, os padrões de medidas e vários outros pontos que acabam refletindo na moda de um jeito ou de outro. Eu gostei muito da explicação dela para tendências e trends, funciona mais ou menos assim:
- Trendsetters são os consumidores alfa, que visualizam o mundo de uma forma e respondem com a indumentária, são os primeiros a adotar o produto; ela citou como exemplo Elza Schiaparelli, nos anos 30.
- Trendspreaders são os consumidores beta, que possuem credibilidade e grande número de contatos, adotam o novo pra se destacar e virar referência; Madonna.
E aí é que tá, a tendência é escolhida por um grupo de pessoas, mas de nada adianta tal grupo usá-la, se não tiver o consumidor beta para divulgá-la e banalizá-la, até chegar outra tendência pra tomar conta. A prospecção é justamente esse meio-tempo, quando tem gente usando algo, mas ainda não chegou a todos os públicos.
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS:
Palestra por Dr. Manuel Francisco Carreira (UEM)
Tinham 3 palestras rolando e só dava pra assistir uma, acabei indo ver essa, mas achei que ficou muito a desejar. Ele falou sobre como só a coleta seletiva não adianta, e os resíduos líquidos e sólidos na indústria têxtil, mas não apresentou nenhuma alternativa para acabar com a poluição e e não acrescentou nada muito novo.
MESAS REDONDAS TEMÁTICAS DE DISCUSSÃO:
Era o mesmo esquema das palestras, rolaram 3 e cada um só podia ver uma. Vi a de Estágio não é emprego e sim uma troca de experiências, com Ronaldo Vasques (UEM).
O Ronaldo era meu professor e agora tá de licença fazendo mestrado, foi coordenador do curso durante muito tempo, ele é tipo uma lenda no curso de Moda da UEM, todo mundo gosta dele. O debate foi bem polêmico, porque de um lado fica o empregador, do outro o estagiário, cada um com interesses diferentes.
Falou-se bastante sobre a nova lei do estágio, o obrigatório e o de imersão, que já está implantado na UEL, nele, o aluno do 4º ano de moda não tem aulas, só estágio durante 6 meses e nos próximo semestre faz o seu TCC.
O complicado da nova lei de estágios, é que o estágio voluntário, dá vários direitos, é remunerado, recebe auxílio transporte e seguro, enquanto no obrigatório, a remuneração é facultativa e não há benefícios.
A importância do estágio também foi bastante frisada, porque hoje em dia só o diploma não basta, e se você quer entrar mesmo de cabeça no curso, a melhor opção é ir conhecer fábricas e confecções e deixar de lado o pensamento glamour do curso.
O saldo final do encontro pra mim, foi positivo. Apesar de ser o primeiro, foi bem organizado e só tende a melhorar nos próximos anos. Eu, que era meio confusa com o curso, voltei pra casa mais feliz e me encontrando mais.
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