moda
Por Natalie Volpe:
Bolsas são acessórios indispensáveis. Neste verão elas estão diminuindo de tamanho, ao mesmo tempo em que as carteiras estão aumentando. Estão ficando mais suaves nas formas e cores e com menos elementos decorativos em metal.
Maxicarteira – a cor do verão é coral. Invista numa bolsa dessa cor no estilo maxicarteira (moda que permanece até o próximo verão) com alças de corrente douradas. A tendência agora são as bolsas com duas alças, uma de mão e a outra de ombro.
Baby bag – Nos acostumamos com as maxibolsas, mas as baby bags são a aposta da vez. Experimente usar também durante o dia. São práticas e leves.
Bolsas Médias – Pra quem é fã das bolsas de tamanho médio coloridas, saibam que elas estão dividindo espaço com as maxibolsas na moda. Mas, neste verão, escolha as de cor pastel como azul hortência, verde água, amarelo claro e nude.
Chanel Bag – Clássica, nunca sai de moda. E neste verão está entre as mais requisitadas. O tamanho médio, o matelassê e a alça de corrente são hits da estação. Vale a pena um modelo de cor neutra como o rosê, bege, preta ou branca ou na versão colorida como na cor vermelha ou azul bic.
Invista também em bolsas com detalhes de dobraduras ou recortes, bolsas médias com alças longas, bolsas com estampas bordadas, carteiras de metal estruturadas, maletas, alças de mão, bolsa tipo saco, bolsa retrô, franjas, tecidos drapeados e laços.
* Ilustrações: Natalie Volpe; Fotos: Reprodução; Arte: Marie V.
comportamento
Ok, ok… já sei que não é todo mundo que gosta da Alanis e que ela pode ser chatinha e soar mal amada! rs
Mas, eu sou fã dela e não podia deixar de fazer um post sobre o show dela (ok, isso me deu um aperto no coração porque não fiz post pro show da rainha – Madonna).
Então, esse foi o quarto show da Alanis que eu tive o prazer de assistir (eu e Nuta!) e foi incrível assim como todos os outros!
A única decepção que eu tive foi dela ter tocado “Uninvited” logo no começo (isso pq eu tava numa expectativa muito grande por essa música e ainda não tava no climão quando tocou!).
Fora isso, o set list não poderia ter sido melhor. Ela tocou todas as músicas fodas do Jagged Little Pill e as melhores do cd novo também, entre outras. E teve também o que eu considerei uma surpresa, pois não sabia que ela ia cantar “Flinch”!
O show é bem simples e o cenário tava meio natiroots, mas ela continua com muito gás, pula, anda de um lado pro outro, ainda roda como uma louca (não entendo até hoje como ela não fica tonta). Tudo bem menos do que antes e ainda com um set sentadinha, acredito eu, pra descansar! Ah, e ela também não se treme com aquela mãozinha de louca como antes (isso só eu e a Nuta ainda fazemos! hahahahahaha).
Apesar disso, a energia dela é contagiante, o show misturou músicas que davam pra dar uma dançadinha, pra sair do chão mesmo e pra ficar parada no mesmo lugar só mexendo os braços de um lado pro outro (as “emotional freaks” como ela mesmo disse, secando aquela lágrima que eventualmente escorre como quem não quer nada!).
Ela também é muito simpática e não parava de dar “thank yoooooou” à la Fábio Jr e no final falou obrigada direitinho, sem sotaque de gringa!
O bom de contar essas coisas é que a gente se lembra dos perrengues que já vivemos por causa dos nossos tão amados ídolos, não é? Cada loucura!
Mas a recompensa vale a pena. No caso dela conseguimos tirar uma (ela só deixou umazinha!!) foto e pegamos autógrafos (ok, a palerma aqui não pegou!). isso pq temos uma amiga (a Camila, aí da foto) que é mega-hiper-ultra fã dela e fomos atrás dela até…………….. a outra rua! hahahahahaha, pq eu consegui ouvir o segurança falando pra onde eles estavam indo!
Enfim, isso até me inspirou pra fazer um post dessas “sortes” (e coloco entre aspas pq depois de tanto esforço, ficar sem dormir, passar a noite na chuva, viajar molhada no ar condicionado…), com fotos dos momentos mais incríveis que se passam em questão de minutinhos que é estar do lado dos artistas que idolatramos! hahahahaha
Que tal? Mandem suas contribuições pra gente!
*Texto e arte: Marie V.
comportamento
Meninës, como dissemos, não vamos parar! Eu amei essas dicas da Helena! Ri muito e me deu vontade de conhecer Salvador!
Então aqui vai mais uma dica de viagem. Vamos aproveitar esse verão!
Pontuação atualizada aqui!
Por Helena Martinelli
Breve guia de sobrevivência em solo soteropolitano segundo uma GWS nativa.
1. O calor não é o seu pior inimigo.
Sim, o calor é infernal. Mas existe
um outro aspecto da natureza muito mais perigoso e mortífero do que ele: a umidade. Logo que sair do avião, você sentirá um bafo de ar quente e cheio de vapor d’água pronto para auxiliar os microorganismos que moram na sua pele a formar colônias e armar seus cabelos. Nesse momento, você vai se dar conta de que não existe pele ou cabelo ruim, existe clima ruim. Para combatê-lo sem perder a elegância, turbine sua necessaire com um bom sabonete para o rosto (recomendo Dermotivin e Clinique sempre) e, caso já tenha a pele com tendência à oleosidade, um bom matificante com fator de proteção solar (Mary Kay e Clinique são boas opções). Para amansar de verdade os cabelos, o único jeito é não dar chance à natureza e apelar para o ar nada úmido do secador… Mas, francamente, menines, secar o cabelo nas férias em plena praia não dá, néam? Trancinhas, rabos de cavalo, e coques despretensiosos são muito mais simples, charmosos e adequados para o lazer diurno tropical. Minha sugestão é: abusem dos penteados e economizem na escova.
2. Parecer turista em uma cidade turística não é algo inteligente.
Também adoro Yves-Saint Laurent e acho charmosíssimo o look Safari que ele propôs. Porém, contudo, entretanto, todavia, esse é o tipo de visual que dá mais certo em Hollywood e na Vogue do que em Salvador. Isso porque roupas cáqui, chapéus e mochilas imensas aumentam em 500% a chance de assédio por vendedores ambulantes, baianas fake que distribuem fitinhas do Bonfim, garota(os) de programa e ladrões. Se você tiver pele e/ou cabelo claros, essas chances já são altas o suficiente, principalmente em lugares como o Pelourinho e o Mercado Modelo. O melhor é tentar se misturar com a população e preferir roupas leves e coloridas. Bermuda jeans, camiseta e sandálias havaianas são atemporais por aqui.
3. Cidade luuuuuuuz
Não, Salvador não é Paris, mas é clara que só ela. Isso provavelmente comprometerá seu disfarce de não-turista, mas leve na mala alguns pares de óculos escuros. Sair com a pupila nua é dor de cabeça garantida até pra mim que vivo aqui há 25 anos.
4. Não tem nada de errado com você. As pessoas é que são assim mesmo.
Se a cada passo que você der na rua, ouvir uma cantada, com direito a porteiros mandando beijos pelo interfone, não precisa estranhar. Sem querer desmerecer seu poder de sedução, é meu dever alertá-la para o fato de que o homem médio soteropolitano é sociopata, tarado, depravado e tem como hobby inventar cantadas sem noção para recitar quando qualquer coisa que aparente ser do sexo feminino passar por ele. No mais, vale dizer que, para a população em geral, se você está na rua, é para conversar. Não é incomum alguém que você nunca viu mais gordo puxar conversa em qualquer hora e lugar e, caso você ignore, puxar conversa com outra pessoa para reclamar da sua atitude.
5. A culinária é divina, mas pode ser diabólica.
Os principais ingredientes da comida baiana são o azeite de dendê e milhares de especiarias como pimenta, cominho, castanhas, feijão etc. São pratos muito delicados e tem que ser bem feitos – se o cozinheiro exagerar em um ponto, seu intestino pode pagar o preço. Por isso, na hora de conhecer as iguarias locais, prefira restaurantes respeitados (os melhores são o Yemanjá e o Tempero da Dadá, nessa ordem). Se for experimentar acarajé, lembre-se que as baianas de verdade trabalham das 17hs às 21hs aproximadamente. Pra não errar, o melhor é ir ao Largo das Baianas, no Rio Vermelho, tomar uma cerveja gelada com todos os universitários de Salvador e escolher entre as duas melhores: Regina e Cira. Não caia na besteira de comer o acarajé da Dinha – já foi um grande acarajé, hoje é uma boa maneira de lesar turistas.
6. Não dá para saber seu Orixá apenas pela cor da sua aura.
Se alguém se proclamar pai ou mãe de santo e te abordar para dizer que tem certeza que você é de Oxum e te fizeram uma macumba, diga que e evangélico e encerre o assunto. O candomblé é uma religião secreta e as chances de um pai ou mão de santo de verdade te abordarem e falarem esse tipo de coisa é nula. Se você quer descobrir seu Orixá, vai ter que se esforçar muito para conseguir hora com um sacerdote sério e esperar algum tempo enquanto ele lê os búzios (porque essa é a única maneira).
7. E o baianês?
Sim, temos uma língua alternativa, muito parecida com o português e diferente do sotaque ridículo das novelas nordestinas da Globo. Falamos de forma anasalada e firme, como Ivete Sangalo e Raul Seixas, e usamos expressões de significado pouco óbvio como “se pique” (sai daqui, vá embora), “barril” (inconveniente), “de com força” (muito, bastante). Temos, ainda, mentes perturbadas que pensam em sexo 24 horas por dia e estão sempre atentas para qualquer interpretação maléfica de tudo o que é dito. Diante da constatação de provável duplo sentido, utilizamos, entusiasmados, a expressão “lá ele”. Exemplo fictício:
Baiano 1 – Pegue aqui pra mim.
Baiano 2 – Lá ele!
Discussão: “pegue aqui” é muito inespecífico, podendo ser interpretado como “pegue aqui no meu pênis”. O “lá ele” é uma forma de garantir que, caso a interpretação seja mesmo essa, a interação sexual entre as partes não ocorrerá.
Exemplo real ocorrido ontem à noite:
Amigo do meu macho – Estou lendo um livro excelente, mas infelizmente o livro o meio laêlístico.
Meu macho – Qual?
Amigo do meu macho – “A cabeça de Steve Jobs”.
Meu macho – Lá ele!!!!!
Amigo do meu macho – Eu disse…
Discussão: A palavra cabeça, no imaginário local, está fortemente associada à anatomia genital masculina. “Cabeça” é sinônimo de glande, por isso o alerta do amigo e a expressão indignada do meu macho.
8. Se os gatos são pardos de dia, imaginem de noite.
Soteropolitanos não têm tantas baladas-buatchi quanto os paulistanos, com exceção da viadagem que, á noite, se concentra na Barra. Aqui, prefere-se estender o happy hour e tomar cerveja com os amigos até o bar fechar. Daí, segue-se para um muquifo tradicional no Rio Vermelho, o Mercado do Peixe (que é um mercado de peixe mesmo), onde os mais corajosos comem coisas bizarras e bebem até o coma. Quando querem beijar na boca, os baianos em geral apelam para as festas de camisa, ou grandes shows de axé. Os roqueiros, ao contrário do que se pode pensar, são uma legião imensa e gostam de se reunir em uma soparia onde rolam shows (sic), o Nhô Caldos. Os mudernus se pegam em festas itinerantes como a Nave e podem ser vistos durante o dia em ambientes como a Sala de Arte, rede de cinema que só exibe filmes tão alternativos quanto seu freqüentadores.
9. Mas e as praias?
Sou a pior pessoa para dar pitaco porque odeeeeeeeio… odeio calor, odeio gente, odeio areia. Mas, enfim, se é pra escolher, fico com a Praia do Forte que fica fora da cidade e abriga o Projeto Tamar que defende as tartarugas marinhas da humanidade cruel e tem souvenirs lindos. Mas não dá pra vir a Salvador sem pelo menos dar um pulinho no Porto da Barra, uma praia de águas tranqüilas, temperatura amena e todo tipo de criatura espalhada pelas alheias. Passe lá nem que seja para rir das figuras (mas nunca no Domingo).
10. Para inglês ver.
No quesito programa para turista, eu recomendo uma visita rapidíssima ao Pelourinho só para não dizer que não foi (lá estão os ateliês de Goya e Márcia Ganem pra quem quiser conferir a moda local), tomar um delicioso sorvete de coco verde na Ribeira, assistir pelo menos uma vez o pôr do Sol na Barra (Porto, Farol ou Cristo, pode escolher), dar um passeio no Solar do Unhão e aproveitar a vista da Avenida Contorno (minha preferida), um passeio a pé pela Vitória, e um acarajé no final da tarde como todo bom baiano. Se quer comprar lembrancinhas típicas, tente o Mercado Modelo, mas saiba que você vai sofrer com a quantidade de gente te enchendo o saco e tentando te vender porcaria. Para quem procura artesanato de qualidade (e maior preço), o melhor lugar é o Instituto Mauá.
Revisão e arte: Marie V.












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